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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Entidades médicas defendem Carreira de Estado em audiência sobre o Mais Médicos

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A adoção do programa Mais Médicos foi tema de audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais da Câmara dos Deputados (CAS) que discutiu o tema, quinta-feira (26).

As entidades médicas convidadas para a audiência foram críticas do formato do programa Mais Médicos, que privilegiou a entrada de profissionais estrangeiros em detrimento dos brasileiros.

Elas defenderam a criação de uma Carreira de Estado para médicos, enfermeiros e dentistas. Vinculados aos governos, mais profissionais seriam atraídos, e isso garantiria a oferta de trabalhadores da saúde para os rincões, algo que o Mais Médicos prometeu e não cumpriu satisfatoriamente, segundo Alceu Pimentel, do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A saúde no Brasil precisa ser tratada com seriedade, precisa ter recursos humanos que sejam perenes, a gente não pode tratar a saúde no Brasil com programas temporários, que têm tempo para vencer e que têm, em seu início, um cunho eleitoral fantástico — afirmou.

Proposta com esse teor (PEC 454/2009) aguarda análise na Câmara dos Deputados e cria a carreira de médico nos serviços públicos federal, estadual e municipal e estabelece a remuneração inicial da categoria em R$ 15.187,00, semelhante à de juízes e promotores.

Pimentel criticou ainda o fato de as regras do programa terem sido elaboradas nos gabinetes do Ministério, sem discussão com a sociedade médica ou a comunidade acadêmica, de ensino.

Ele citou ainda dados de uma auditoria promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2015, constatando que em 49% dos primeiros locais atendidos pelo Programa, ao receberem os bolsistas, houve a dispensa de médicos brasileiros contratados anteriormente.

Seria mais justo se houvesse a aplicação, aos estrangeiros, da revalidação de diplomas desses profissionais no Brasil, além de um treinamento básico sobre os protocolos de Medicina.

Lincoln Ferreira, da Associação Médica Brasileira (AMB), lembrou os inúmeros erros cometidos pelos médicos do programa, quase sempre por desconhecimento dos protocolos de Medicina do país, e que viralizaram nas redes sociais como #cubanadas. Nisso, também estão incluídas prescrições ilegais, como “goles de conhaque para melhorar a tosse de menores de idade”.

Ele lembrou que, na primeira fase, 15 mil médicos ficaram na fila para atuar no Mais Médicos, o que desmente o discurso de que não há demanda de médicos brasileiros pelo programa.

Grifo nosso
Fonte: saudejur/Agência Senado/CFM
Imagem: jornalmarica.com.br

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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Carreira de Estado para médicos no SUS

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(Leia também post de 31/01/21013).

As entidades médicas estão em alerta com relação à tramitação da Proposta de Emenda Constitucional 454/2009, que institui a carreira de estado para o médico no Sistema Único de Saúde (SUS).

Pronta para ser incluída na pauta de votação do Plenário da Câmara dos Deputados, a proposta, de autoria do então deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), estabelece diretrizes para a organização de uma carreira única de médicos, mantida pela União, mas com exercício no serviço público federal, estadual e municipal.
A remuneração respeitará um piso profissional nacional fixado por lei e valorizará o tempo de serviço e os níveis de qualificação na área médica.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) organizou um encontro (07/10) com parlamentares na Câmara dos Deputados para discutir o assunto.

Durante uma reunião pela manhã, lideranças da categoria terão a oportunidade de esclarecer os políticos sobre a importância da aprovação dessa PEC para melhorar o acesso da população ao atendimento.

Além disso, explicarão porque essa proposta pode contribuir para fixação dos profissionais dentro da rede pública.

Relevância - Para o CFM, trata-se de tema de grande interesse para a sociedade ao inserir na legislação mecanismos que estabelecem vínculo com o Estado, ingresso por concurso público e regime de dedicação exclusiva – sendo permitido o exercício do magistério. Há, ainda, previsão de ascensão funcional, acesso a programas de educação continuada e remuneração compatível com as exigências.

Segundo o presidente do CFM, Carlos Vital, o momento exige mobilização urgente da categoria. “As lideranças médicas nacionais e estaduais já se articularam para sensibilizar os deputados sobre a importância deste processo, que trará inúmeros ganhos para todos os brasileiros”, disse. Segundo ele, serão envidados todos os esforços para garantir que os congressistas conheçam os benefícios que essa reivindicação pode trazer, não apenas à classe médica, mas também aos 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente da rede pública de saúde.

Articulação política – Assim como ocorreu durante a revisão do Decreto do Cadastro Nacional de Especialistas e na aprovação da Lei 13.003/14, que versa sobre a contratualização entre prestadores e operadoras de planos de saúde, a aprovação da PEC 454/2009 passará por intensos embates políticos no Congresso Nacional.[...]

Residência

O relator também sugere a alteração da lei que criou o programa Mais Médicos (12.871/13), no ponto em que prevê a ampliação da residência médica a partir de 2019.

A lei instituiu, como pré-requisito de acesso à residência médica, a formação de um ou dois anos, dependendo da especialidade, em medicina geral de família e comunidade.

Pelo texto proposto, essa formação não será mais obrigatória para a maior parte das especialidades.

Ainda de acordo com a proposta apresentada, 30% do total de vagas de residência ofertadas serão para a especialidade medicina geral de família ou de comunidade.

A previsão é que será competência da Comissão Nacional de Residência Médica normatizar, regular e implementar as vagas de residência.

Graduação

Outro projeto de lei sugerido no relatório prevê alteração na lei do Mais Médicos para determinar que a abertura de novos cursos de Medicina seja submetida à manifestação do Conselho Nacional de Saúde antes da autorização pelo Ministério da Educação.

Segundo o relator, muitas vezes o Conselho Nacional de Saúde não tem sido ouvido, embora a determinação de que se manifeste já exista no Decreto 5.773/06. A ideia do projeto de lei é garantir que esse decreto seja respeitado.

O relatório também sugere a aprovação, pela Câmara, do Projeto de Lei 7841/14, do Senado Federal, que simplifica o processo de reconhecimento de diplomas de instituições estrangeiras reconhecidas pela excelência técnica. De acordo com o deputado Alexandre Serfiotis, o atual governo já simplificou o processo de revalidação de diplomas de médicos, por meio do chamado Revalida.

“Mas a aprovação do projeto é importante para que programas como o Revalida se transformem em política de Estado, e não apenas de governo, ao ser elevado ao status de lei”, afirmou.

VANTAGENS TRAZIDAS PELA PEC 454/2009

- Traça diretrizes para a organização da carreira de médico de Estado;

- Estabelece que no serviço público federal, estadual e municipal a medicina é privativa dos membros da carreira única de médico de Estado, organizada e mantida pela União;

- O ingresso na respectiva carreira seria feito por concurso, com regime de dedicação exclusiva, sem poder exercer outro cargo ou função pública, salvo na área de magistério;

- Prevê ascensão funcional do médico de Estado pelos critérios de merecimento e antiguidade;

- Exige critérios objetivos de lotação e remoção dos médicos, segundo a necessidade do serviço;

- Proíbe o médico de receber honorários, tarifas ou taxas, auxílios ou contribuições de pessoas naturais ou jurídicas, públicas ou privadas;

- Prevê uma remuneração que valoriza o tempo de serviço e os níveis de qualificação na área médica.


Grifo nosso
Fonte: CFM/ Agência Câmara
Imagem: uipi.com.br

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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Médico Carreira de Estado: Aprovada a PEC na Comissão Especial da Câmara

Proposta, que exige dedicação exclusiva dos médicos aprovados por concurso para a carreira, será agora votada no Plenário.

A proposta de emenda à Constituição que cria a carreira de médico de Estado (PEC 454/09) foi aprovada, nesta quarta-feira (20/11), pela comissão especial criada para analisá-la.

O texto aprovado foi um substitutivo do relator, deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), à proposta original, do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Segundo o substitutivo, o médico de estado deverá ingressar na carreira por meio de concurso público, e só poderá atuar no serviço em regime de dedicação exclusiva.

No entanto, Paiva restringiu o alcance da medida à esfera federal.

A proposta original incluía também estados e municípios, mas o relator argumentou que os custos “seriam altíssimos, inviáveis para o já limitado orçamento federal para a saúde”.

Paiva também eliminou da PEC a fixação de um piso salarial de R$ 15.187, “ficando a medida transferida para uma lei específica que regulamentaria a carreira”.

Na avaliação do relator, “para que o profissional possa exercer pelo Estado o papel social a este inerente é indispensável que se abram a perspectiva e o estímulo de uma carreira”.

Ele ressaltou que a falta de perspectiva de uma carreira bem estruturada e a crônica política de baixos salários têm sido entraves para a consolidação de um Sistema Único de Saúde (SUS) de qualidade em todo o Brasil.[...]

[...] Tramitação


A PEC segue agora para votação no Plenário da Câmara, em dois turnos.

Grifo nosso

Título original: Comissão Especial - Aprovada PEC que cria carreira de médico de Estado

Fonte: Agência Câmara

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Comissão de Constituição e Justiça do Senado analisa projeto que cria carreira de médico do Estado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) tem na pauta da reunião desta quarta-feira (7) a proposta de emenda à Constituição (PEC 34/2011) que cria a carreira de médico do Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A matéria faz parte da pauta prioritária de votações do Senado negociada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os líderes partidários no período das manifestações populares realizadas pelo país.

De iniciativa do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CCJ, a PEC 34/2011 foi apresentada com o propósito de melhorar o atendimento à população nos serviços públicos de saúde.

E isso passa, conforme ressaltou o autor, pela garantia de assistência médica em localidades distantes, prestada em condições adequadas de trabalho e segurança e com remuneração digna para os profissionais vinculados ao SUS.

O relator, senador Paulo Davim (PV-RN), apresentou substitutivo à PEC 34/2011, mas manteve alguns pontos do texto original.

Entre eles, estão os dispositivos que:
  • determinam a seleção dos médicos do Estado por meio de concurso público; 
  • a conquista de estabilidade após três anos de efetivo exercício; 
  • adoção de critérios de antiguidade e merecimento para promoção na carreira.
Outro item estabelece que o profissional deve residir no município ou na região metropolitana da respectiva lotação.

Subsídio

O substitutivo de Paulo Davim vincula os médicos de Estado exclusivamente à União e estabelece sua remuneração por meio de subsídio.

Este deverá ser fixado em lei e não poderá exceder 95% do subsídio mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda de acordo com o texto alternativo elaborado pelo relator, a categoria não poderá receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, nem exercer a medicina fora das atribuições próprias do cargo.

Pelo substitutivo, 80% do contingente de médicos de Estado deverá ser lotado exclusivamente no SUS, podendo os 20% restantes serem autorizados a atuar fora do sistema público de saúde.

Se aprovada pela CCJ, a PEC 34/2011 precisará passar ainda por dois turnos de votação no Plenário do Senado.

Medicina legal

[...] Está na pauta de votações da CCJ de quarta-feira.

Trata-se do PLS 20/2012, que incentiva a criação de unidades de serviço de medicina legal em regiões metropolitanas e cidades do interior.

A medicina legal é uma especialidade que utiliza conhecimentos técnico-científicos para esclarecer fatos de interesse da Justiça, como o exame de corpo de delito, para identificar as causas de uma violência, e a autópsia, para determinar a causa de uma morte.

Ao reconhecer a demanda da sociedade pela desconcentração deste serviço, o autor do PLS 20/2012 recomendou aos estados e ao Distrito Federal a adoção de providências para ampliar o alcance desta atividade em seus respectivos territórios.

A matéria tem relatório pela aprovação de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE).

O PLS 20/2012, será votado em caráter terminativo pela CCJ e, se aprovado, poderá seguir direto para a Câmara dos Deputados se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado.

Grifo nosso

Fonte: Agência Senado