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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Médico desiste da carreira para se tornar engenheiro

Para se manter, jovem que estuda na Poli-USP faz plantões nos finais de semana Thiago Teixeira Cesar, 26, saiu do Piauí para estudar em São Paulo movido pela carência de profissionais.

Até ano passado, a vida de Thiago Augusto Teixeira Cesar seguia um curso tranquilo. Diploma de médico, emprego na área, bom salário.

Mas ele ficava inquieto com as constantes notícias sobre a carência de engenheiros no país, o aumento dos salários na área, as oportunidades de crescimento.

Decidiu, então, prestar vestibular para o curso que o atraía desde o ensino médio. Neste ano, ele começou na Escola Politécnica da USP.

"Agora estou aqui, bixo' aos 26 anos", brinca Thiago, que é do Piauí.

Para se manter em São Paulo e no novo curso, o atual médico e aspirante a engenheiro faz plantões em hospitais particulares da cidade durante os finais de semana e em algumas madrugadas.

Ele conta que sempre ficou em dúvida entre medicina e engenharia. Escolheu, num primeiro momento, por medicina porque "os cursos de engenharia em Teresina não eram muito desenvolvidos".

As notícias do bom momento da engenharia coincidiram com o momento que ele precisava escolher uma especialidade médica. Disse que não se empolgou por nada. E esse foi o empurrão final para a nova profissão.

"O salário inicial do engenheiro é baixo, comparado com o de médico. Mas acho que, após uns seis anos, a curva se inverte. E estou muito empolgado em ajudar no desenvolvimento tecnológico do país", afirmou.

DIFÍCIL

O momento econômico brasileiro também atraiu Dayse Christina Araújo Campos, 18, que está no terceiro semestre de engenharia da Anhembi Morumbi (SP).

Apesar de ter afinidade com matérias da área de exatas, Dayse está achando o curso de graduação difícil.

No primeiro semestre, a instituição chega a dar reforço dos conteúdos ensinados no ensino médio.

Ela diz estar gostando do curso, mas acha que poderia haver mais atividades práticas. "Gostaria de aplicar o que estou aprendendo."

Diretor de inovação da Confederação Nacional da Indústria, Paulo Mol comemora o aumento de ingressantes nos cursos de engenharia.

Ele afirma, porém, que o maior interesse dos jovens pela área ainda não representou alívio para a falta de mão de obra no país.


"Demora até esses estudantes chegarem às empresas. Mas é um crescimento importante para suprir a demanda de agora e das próximas décadas", disse.

Fonte: Folhaonline

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cirurgias feitas no fim da semana têm risco maior, indica estudo

Um alento. Qualquer alternativa quando se trata da minimização dos riscos da atividade médica uma vez que, a medicina é essencialmente uma atividade de risco não obstante alguns incrédulos insistirem na tese de que toda má-prática médica está envolta em um dos, ou nos preceitos da responsabilidade civil  a imperícia, a negligência e a imprudência.

Certo que como diz o ditado “nem sempre o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, essa prática talvez se aplique para os médicos que aqui laboram a contar pela enorme carga horária de trabalho com vários empregos a que são submetidos durante a semana principalmente face à baixíssima remuneração da grande maioria dos profissionais médicos que atuam no serviço público.

Notadamente, essa situação inevitavelmente também se aplica aos assistentes e auxiliares envoltos na atividade.

Ao imaginar a pressão, a falta de estrutura, de fármacos, de insumos, de auxiliares gabaritados e outras tantas deficiências com a qual o profissional médico lida cotidianamente, na segunda, terça-feira, a condição de superação de suportar as dificuldades elencadas é infinitamente maior do que na sexta-feira.

Portanto, fica o alerta aos médicos que podem se dar ao luxo em determinar o dia da cirurgia eletiva.

A pesquisa informa que se for um procedimento muito complexo e o paciente puder esperar, que o realize no início da semana.  

Eis a matéria:

Cirurgias feitas no fim da semana têm risco maior, indica estudo

Pesquisadores britânicos examinaram 4 milhões de procedimentos cirúrgicos realizados entre 2008 e 2011.

Uma nova pesquisa britânica indica que os pacientes que passam por cirurgias nos últimos dias da semana têm mais chances de morrer do que aqueles que passam pelo procedimento no começo da semana.

Os pesquisadores do Imperial College de Londres reuniram dados relativos a todas as cirurgias programadas -- que não eram feitas em situação de emergência -- realizadas pelo NHS, o serviço público de saúde britânico, na Inglaterra entre 2008 e 2011.

Ao analisar cerca de 4 milhões de procedimentos, os autores do estudo descobriram mais de 27 mil mortes em um mês, o que representa um risco médio de morte de 0,67%.

Os pesquisadores afirmam que o motivo de preocupação é a variação significativa durante a semana: o risco é mais baixo para cirurgias realizadas na segunda-feira e vai aumentando a cada dia, chegando ao máximo durante o fim de semana.

O estudo aponta que as pessoas que fazem cirurgia na sexta-feira têm 44% de aumento das chances de morrer do que as pessoas que passam por procedimentos na segunda-feira.

A pesquisa também indica que o risco de morrer é ainda mais alto se a cirurgia for feita durante o fim de semana, 82% maior do que na segunda-feira.

Mas os pesquisadores afirmam que apenas uma minoria dos procedimentos planejados atualmente é realizada em sábados e domingos.

O estudo foi divulgado na publicação especializada "British Medical Journal".

Menos médicos

Os pesquisadores afirmam que os problemas com os procedimentos nos últimos dias da semana podem ocorrer devido a cuidados pós-operatórios de má qualidade no fim de semana.

"As primeiras 48 horas depois de um procedimento são as mais críticas, quando as coisas podem dar errado, como sangramentos e infecções", afirmou Paul Aylin, autor do estudo. "Se você não tem os funcionários certos, isso deve contribuir para que coisas passem despercebidas".

"Se eu fosse um paciente, eu me consolaria com o fato de que a taxa geral de mortes é baixa, mas, se eu fosse passar por uma operação mais para o fim da semana, eu me interessaria [em saber] se o hospital tem os serviços apropriados para os cuidados durante minha recuperação, incluindo durante o fim de semana", acrescentou.

O pesquisador afirma que o número menor de médicos, enfermeiras e funcionários em geral no sábado e domingo pode ser a causa do risco maior de mortes no fim de semana.

Este é o primeiro grande estudo a analisar cirurgias programadas, desde os procedimentos de alto risco como cirurgias cardíacas até os mais rotineiros.

Katherine Murphy, da associação britânica de defesa de pacientes Patients Association, afirma que a pesquisa não mostra um problema novo e que as autoridades britânicas adotaram poucas medidas para tratar dos problemas identificados.


Já o diretor-médico do NHS na Inglaterra, Bruce Keogh, diz que a entidade criou um fórum para buscar "opções financeiras e clínicas viáveis" para garantir serviços "mais abrangentes sete dias por semana".

Comentário: João Bosco

Fonte: G1 / BBC Londres / British Medical Journal

Grifo nosso

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mudando de assunto, a razão do Ex-reitor da UNB


O Brasil detêm um dos parlamentos mais onerosos e paradoxalmente menos produtivos do mundo.

Porém, ainda sobram alguns parlamentares probos e com suas consciências livres e desimpedidas do sistema vigente que, costumeiramente expressam sua indignação na tribuna mas... fica por aí.

O poder e a avalanche dos demais os calam.

Entretanto, o senador Cristovam Buarque – isso, expressado de forma apolítica, imparcial e impessoal – é um dos que se enquadram na probidade e seriedade desse contexto e, registrou seu descontentamento com o gasto na construção de um estádio de futebol.

Uma pena que sua avaliação tenha se resumido apenas ao estádio Mané Garrincha. O país deverá desembolsar somente na construção de estádios de futebol, a bagatela aproximada de 10 bilhões de Reais.

E o senador Cristovam e alguns poucos brasileiros perguntam: E se gastasse de forma séria e responsável essa dinheirama na educação, seria gasto ou investimento?

A resposta consta no texto abaixo.

Eis a mateira publicada pela Agência Senado:

Gastos com estádio em Brasília pagariam 12 anos de educação para 15 mil crianças, diz Cristovam Buarque

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que os R$ 1,6 bilhão gastos na construção do estádio de futebol recentemente inaugurado no Distrito Federal seriam suficientes para garantir 12 anos de educação para 15 mil alunos em superescolas.

Ele definiu superescolas como escolas muito bem construídas e equipadas, com professores ganhando R$ 9,5 mil por mês e com todas as crianças estudando em horário integral.

Em pronunciamento nesta quarta-feira (22), o senador acrescentou que esses alunos, egressos de um ensino médio de qualidade, poderiam facilmente obter um trabalho que lhes garantisse uma renda mínima mensal de R$ 4 mil.

- Se a gente considera esses R$ 4 mil por mês, ao longo da vida útil desse jovem até ele ficar velho, isso equivale a R$ 26 bilhões. Ou seja, numa visão progressista, a meu ver, esse estádio se transformaria em 17 estádios – afirmou o parlamentar.

Cristovam afirmou ser usual, ultimamente, “dizer que não existe mais esquerda e direita, não existe mais progressista e conservador, que os partidos são todos iguais”. Mas, para ele, ainda existe a distinção.

O senador definiu como conservador “aquele que comemora as coisas boas que aconteceram”. E, como progressista, “aquele que luta pelas coisas boas que ainda falta serem feitas, sem esquecer as boas coisas que aconteceram”.

Para Cristovam, a diferença entre um lado e outro reside em como se usa os recursos e quem são os beneficiários desses recursos.

- É como se usa, se na construção de um estádio ou na educação das crianças. O beneficiado é cada um de nós que vai ao jogo, porque prefere ir lá a assistir pela televisão, ou uma vida inteira desses jovens com um salário conquistado graças à educação que receberam.

É isso que divide a gente – afirmou o senador, que se considera um progressista. [...]

Comentário: João Bosco

Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Assistência ao suicídio assistido


Com a evolução dos tempos, certamente não deverá tardar no Brasil, a discussão ética a respeito do suicídio assistido não obstante vozes conservadoras não cogitarem ao menos que esse assunto venha à pauta. Por enquanto.

Enquanto isso, se torna imperioso aprender com os erros das leis já editadas no estrangeiro no sentido de, se porventura vier à tona esse tema no Brasil, o mesmo poderá antever onde moram as dificuldades de aplicação da norma de suicídio assistido.

Eis ao matéria:

Tribunal da UE considera vaga a lei suiça a despeito do suicídio assistido

Uma mulher suíça idosos que preferem acabar com sua vida agora do declínio ainda mais em saúde encontrados simpatia terça-feira do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que apelaram à Suíça para esclarecer suas leis sobre o chamado suicídio assistido passiva.

O Tribunal de Estrasburgo, França baseado disse que a Suíça deve especificar se suas leis são destinadas a incluir pessoas que não sofrem de doenças terminais e, em caso afirmativo, explicitar as condições sob as quais eles podem acabar com suas vidas.

Alda Gross, uma mulher na casa dos 80 anos que vive nos arredores de Zurique, recorreu ao tribunal depois que ela não conseguiu encontrar um médico para receitar-lhe uma dose letal de drogas e não podia forçar as autoridades suíças para pedir um médico para conceder o seu desejo. Um grupo de suicídio assistido também tinha avisado a ela que seria difícil encontrar um médico para lhe dar uma receita, porque a doença não era terminal.

Enquanto ela não sofre de qualquer doença clínica, o tribunal disse, Gross argumenta que ela não deveria ter que manter sofrendo com a queda de suas instalações físicas e mentais. De acordo com documentos judiciais, ela tentou o suicídio e foi hospitalizado em 2005. Em seguida, ela tentou obter uma receita letal de pentobarbital sódico, através do grupo suicídio assistido e voltando-se para o conselho de saúde Zurique.

A imprecisão das leis suíças "sobre um aspecto particularmente importante da sua vida era susceptível de ter causado a Sra. Gross um considerável grau de angústia", o tribunal considerou. E enquanto as leis suíças prevêem a possibilidade de obtenção de uma dose letal de um medicamento sob prescrição médica, acrescentou, essas leis "não fornecem diretrizes suficientes garantindo clareza quanto à extensão deste direito."

Bernhard Sutter, vice-presidente da saída do grupo com sede em Zurique, que Gross havia consultado por ajuda, disse terça-feira a decisão do tribunal, por agora não mudaria o fato de que seu grupo não podem ajudar as pessoas saudáveis, apenas aqueles com um prognóstico clínico sem esperança ou que sofrem da dor intolerável. Mas ele acolheu o pedido do tribunal para uma maior clareza jurídica.

Suicídio assistido passiva tem sido legal na Suíça desde 1942, a lei permite que alguém dar a outra pessoa os meios para se matar, desde que o ajudante não se beneficiarão pessoalmente da morte ou auxílio no ato de morte. A maioria das pessoas que se aproveitam da lei são doentes terminais, mas alguns citaram a depressão ou a cegueira de querer acabar com suas vidas, e alguns são jovens, mas podem ter uma incapacidade permanente ou doença mental severa, debilitante.

Outros países, como a Holanda e a Bélgica, e estados dos EUA, como Oregon e Washington, já aprovaram leis permitindo que o incuravelmente doente consultar um médico que pode acelerar a sua morte, em circunstâncias especiais e bem regulado. A reputação da Suíça como um lugar relativamente livre de problemas para o suicídio levou a que os críticos chamam de "turismo suicida" por estrangeiros, empurrando os limites da ética médica e opinião pública.

O tribunal disse que reconheceu o problema é uma tarefa difícil, mas que as leis suíças mais específicos seria ajudar os médicos a tomar decisões mais bem informadas livres do medo de litígio ou má publicidade.

O governo suíço disse em 2010 que o sódio pentobarbital pode ser usada em casos excepcionais para a doença psicológica grave.

Um ano depois, o governo suíço caiu planos para impor regras mais rigorosas sobre "suicídio assistido passiva".

O governo disse que as regras atuais encontrar um equilíbrio entre a proteção dos indivíduos vulneráveis ​​e salvaguardar o seu direito à auto-determinação, e as novas leis poderiam violar as liberdades individuais das pessoas.

Gross, que vive em uma aldeia na margem do Lago Greifen no norte da Suíça, foi rejeitado pelo conselho de saúde Zurique, quando ela tentou forçar os médicos a prescrever-lhe uma dose letal de pentobarbital sódico.

O suíço Supremo Tribunal Federal, em 2010, confirmou a decisão do conselho de saúde.

Gross não apresentou um pedido de indenização ao tribunal europeu, que não tomou uma posição sobre se ela deveria ter sido dada a dose letal.

Fonte: Migalhas / Publicado pela Associated Press

Título original:  Assisted-suicide

Livre tradução


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cigarro x Lei


É inútil produção de provas em ação de indenização por danos provocados pelo uso do cigarro.

Já está consolidado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o entendimento de que o fabricante de cigarros não tem responsabilidade pelos danos causados ao fumante.

Por essa razão, a Quarta Turma considerou que não há utilidade alguma na produção de prova ou na inversão desse ônus para demonstrar a periculosidade inerente ao cigarro.

A tese foi aplicada no julgamento de um recurso especial, no qual a Turma negou o pedido de inversão do ônus da prova feito pelo filho de um fumante que faleceu, provavelmente em decorrência do vício.

Em ação de indenização por danos morais e materiais, ele queria provar que o consumo de cigarro gerou o enfisema pulmonar que levou seu pai à morte. A ação foi julgada improcedente pela Justiça do Rio Grande do Sul.

De acordo com o relator do recurso, ministro Raul Araújo, o eventual retorno do processo ao tribunal gaúcho, para a realização das provas requeridas, apenas conduziria a uma “inútil postergação” do resultado do processo.

Consumo voluntário

O filho do fumante alegou no recurso que teria havido contradição no julgamento do tribunal gaúcho, por entender que a produção de prova era desnecessária e, por outro lado, negar o pedido de indenização por falta de provas. Argumentou que deveria ter sido reconhecida a sua hipossuficiência - falta de condição financeira - frente à indústria tabagista, com a inversão do ônus probatório - o acusado deve constituir as provas de inocência -, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Por fim, o recorrente queria que fosse reconhecido seu direito à indenização com base em ato ilícito ou, ao menos, abuso de direito - exercício irregular ou anormal de direito por parte de quem, sem interesse legítimo ou justa causa, agindo por temeridade, negligência, emulação, ou má-fé, molesta alguém com demanda infundada, ocasionando-lhe prejuízos - pelo fabricante de cigarros.

Porém, a jurisprudência do STJ considera que o cigarro é um produto de periculosidade inerente e não um produto defeituoso, nos termos no CDC. Considera também que não há propaganda enganosa e não cabe indenização por dano moral ou material em razão dos males adquiridos com o consumo voluntário de cigarros.

Fonte: Dom Total

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Médico palestino usa esperma traficado para fecundar esposas de prisioneiros em Israel


Hipoteticamente, imagine no Brasil, um homem aos 40 anos de idade, casado a 8 anos, sem filhos, ser condenado à 200 anos de reclusão.

Certamente pelo desenrolar natural dos fatos, esse condenado jamais será pai em função da idade avançada que o mesmo deixará o presidio ainda que, a legislação brasileira não permita nem prisão perpétua tão pouco, reclusão por mais 30 anos a menos que cometa outro crime após cumprimento da pena máxima de 30 anos o que geraria uma nova condenação.

Portanto, a depender das autoridades islâmicas da Palestina e com  a anuência e participação efetiva de seu médico, esse prisioneiro poderá usar de mecanismos pouco comuns para nós ocidentais. O tráfico de sêmen.

Em uma análise ocidentalizada acerca a matéria “O polêmico Dr. Sêmen”, chama a atenção a quem o médico consultou para estabelecer o parâmetro e a lisura de seu ato. Consultou as autoridades islâmicas.

Respeitosamente expressa-se que a cultura de um país é regida pelos valores éticos e morais e, no caso da palestina sobrepõe inclusive ao ato médico protagonizado pelo “diligente” profissional.

Afinal, como a classe médica e a sociedade brasileira reagiriam se esse fato ocorresse no Brasil?

Legislações à parte, uns apoiariam e outros não.

Porém, no Brasil não carece o tráfico de sêmen pois o condenado tem permissão legal à visita íntima.

Eis a matéria:
O polêmico Dr. Sêmen

Médico palestino diz que trafica esperma de presos para fecundar suas mulheres, que confirmam ter engravidado dessa forma; Israel afirma que o contrabando é difícil, mas não impossível.

O palestino Ammar al Ziben, 38, está detido há 16 anos em Israel. Cumpre 27 sentenças de prisão perpétua e está proibido de receber visitas íntimas.

Ammar dizia à mulher, separado dela por um vidro, que já se considerava morto, incapacitado de dar continuidade à linhagem familiar.

Até que um recente esquema de contrabando de esperma e fertilização in vitro culminou, segundo o médico responsável, no nascimento de um pequeno garoto chamado Muhannad. Seu filho.

Seria o resultado de uma amostra de sêmen traficada de dentro de uma prisão para um laboratório, desafiando as autoridades penitenciárias israelenses.

Mas o garoto é também fruto da defesa do médico Salim Abu Khaizaran, 56, de que é preciso mitigar o que considera o drama familiar dos mais de 4.700 prisioneiros palestinos em Israel.

"Somos uma sociedade conservadora e gostamos de ter filhos", diz à Folha. "Há uma pressão muito grande sobre as mulheres. Em alguns casos, se o marido é solto, elas já não estão mais no período fértil e têm de aceitar que ele se case de novo."

A ideia de contrabandear sêmen dos palestinos partiu das lideranças presidiárias, que procuraram Abu Khaizaran para perguntar a ele se a fertilização seria viável do ponto de vista técnico.
O médico, por sua vez, consultou as autoridades islâmicas para investigar se a fertilização seria aceita religiosamente. Seria, e um pronunciamento legal ("fatwa") foi emitido a seu favor.
Foi a vez de Dallal al Ziben, mulher de Ammar, ir à clínica e pedir que Abu Khaizaran lhe ajudasse a realizar o sonho do marido: ter um filho. Antes da prisão, ele já tinha gerado duas meninas.
DOR
A ideia veio a Ammar em 2004, depois da morte de sua mãe, então em greve de fome pela libertação do filho. "Ele queria trazer uma pessoa à vida", diz Dallal, 32.

"No começo eu estava hesitante. Pensava em como as pessoas iriam olhar para mim, grávida, sabendo que meu marido está na prisão."

Encorajada pela família e pelo vilarejo de Maythalun, aceitou. Segundo ela, foram necessárias três tentativas, incluindo um fracasso na fertilização e um aborto natural. "Que ninguém pense que foi fácil. Foi muito doloroso, e não sei se faria de novo", diz.

Muhannad foi recebido com alegria na vila, "como se fosse uma festa de casamento", conta. Para o marido, diz, significou uma razão para lutar pela soltura.

Ammar foi preso em 1997, condenado pela acusação de treinar homens-bomba, de acordo com a sua mulher.

Segundo o médico, outras oito mulheres estão grávidas após passarem pelo mesmo procedimento. Na clínica, diz Abu Khaizaran, existem mais de 60 amostras de esperma de prisioneiros palestinos congeladas.

O médico e Dallal se recusaram a explicar de que maneira o sêmen é traficado e em que condições é retirado.
Procurada pela Folha, a autoridade penitenciária israelense diz que o contrabando de sêmen na prisão seria "muito difícil" de ocorrer. Mas não impossível.

"As condições de visita são restritivas, e só as crianças de até oito anos podem tocar os prisioneiros", diz a porta-voz Sivan Weizman. "Estão sempre sob vigilância."

Mas as crianças não são revistadas ao sair.

Weizman afirma que a proibição a visitas íntimas é por segurança. "Visitantes podem trazer outras coisas, como um telefone, uma arma", diz.

TESTEMUNHAS

No quesito técnico, a fertilização in vitro com o sêmen tirado da prisão seria também viável, de acordo com especialistas consultados pela Folha.

Antes de congelar a amostra, Abu Khaizaran exige que duas testemunhas do marido e duas da mulher confirmem qual é a autoria do sêmen.

Os prisioneiros palestinos são um dos assuntos-chave para a retomada das negociações entre árabes e israelenses. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, exige que parte dos detentos seja solta.

Se para Israel eles são considerados terroristas, para palestinos os presidiários são encarados como heróis da resistência à ocupação.

Quando morrem na prisão, eles são enterrados como mártires, caso no início do mês de Maysara Abu Hamdiyeh --vítima de um câncer de esôfago, pelo qual ele era tratado em hospital.

O assunto estará especialmente em foco nesta semana. No dia 17, é relembrado o "dia do prisioneiro" nos territórios palestinos, e há manifestações programadas.

"É uma questão emocional", diz Abu Khaizaran. "Somos uma comunidade pequena, e todos conhecem alguém que está na prisão."

Ele afirma que não cobra pelos procedimentos médicos e que por causa disso tem grande prejuízo.

Também afirma que recusa o apoio oferecido pelos grupos políticos Hamas e Fatah, pois não quer "politizar o assunto".

"Que tipo de pessoa eu seria se pedisse dinheiro para essas famílias?"

Comentário: João Bosco

Fonte: Folhaonline

Grifo nosso 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Hospital Albert Einstein libera bicho de estimação para visitas em pacientes. Exemplo a ser seguido?


O Hospital Albert Einstein, a primeira instituição de saúde da América Latina e que figura em 35º hospital do mundo, titulo concedido pela organização americana Planetree, resolveu inovar no Brasil ao permitir que pacientes internados recebam visitas de seus bichos de estimação.

Segundo o Jornal Folha de São Paulo "após três anos de testes e preparo de equipes, o hospital liberou, sob rígido protocolo, que bichos de estimação, às vezes considerados membros da família, visitem pessoas internadas --mesmo em unidades semi-intensivas".

Dispensa-se comentários a despeito da satisfação dos pacientes sobretudo aqueles que veem no animal um companheiro de todas as horas e não raro, seu único e verdadeiro companheiro.

Estudos científicos dão conta que a relação afetuosa do animal com os humanos facilitam em muito inclusive, a socialização da criança e a afetuosidade junto aos idosos principalmente aqueles que vivem sozinhos.

O coordenador da área que implanta as medidas de humanização no Hospital Albert Einstein Paulo de Tarso Lima afirma que, "não está se falando de uma vontade de todos os pacientes" e que "também não se autoriza a presença dos bichos em qualquer lugar, de qualquer maneira".

Prossegue o médico afirmando que, “o contato com os bichos pode levar felicidade, paz e bem-estar e auxiliar a recuperação de algumas pessoas. O encontro com um cão ajuda a relaxar, a retomar a preocupação com o corpo, o que pode ficar perdido em pacientes crônicos."

Ainda segundo a reportagem, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo e a Sociedade Brasileira de Infectologia não se pronunciaram sobre o assunto.

Porém, em função da qualidade da saúde prestada e pela seriedade assumida com a medida, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Einstein adotou algumas medidas protocolares que devem ser seguidas como segue:

  • Somente são aceitos cachorros, gatos e pássaros de estimação;
  • É preciso autorização do médico com a devida anotação no prontuário do paciente;
  • Deverá ser apresentada a carteira de vacinação atualizada do animal;
  • Comprovante que o animal tomou banho nas últimas 24 horas;
  • O local de visita é predeterminado pela equipe de enfermagem;
  • A equipe de segurança hospitalar acompanhará a visita.
Certamente não deixa de ser uma medida encorajadora para alguns administradores de hospitais que já cogitaram essa hipótese porém, os mesmos devem se sentirem desencorajados em função da dificuldade do estudo de viabilidade, do cumprimento e implementação dessa atitude inovadora.

Comentário: João Bosco

Fonte: Folhaonline / Jairo Marques – Site Hospital Albert Einstein

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Venda de sibutramina caiu 70% nos últimos três anos


Publicada pela ANVISA em outubro de 2011, a Resolução RDC Nº 52/11 cujo o objeto consistia em dispor sobre a proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como intermediários e medidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenham a substância sibutramina, seussais e isômeros, bem como intermediários que inclusive, consta na mesma, o termo de responsabilidade do prescritor e, se for o caso, da farmácia de manipulação o que demonstra o rigor com que a ANVISA tratou a matéria.
Ressalta-se que, A RDC 52/11 veio acompanhada da alteração da RDC 25/10 que tratava da regulamentação doaperfeiçoamento do controle e fiscalização de substâncias psicotrópicas e anorexígenas ou seja, o aprofundamento das normas de prescrição e comercialização.

Porém, como toda medida que atinge a um grupo nesse caso, quase que específico, surgiram os protestos, as indignações por parte de pacientes, da comunidade científica em especial, dos psiquiatras e endocrinologistas.

Entretanto, o tempo passou e o resultado prático da medida agora vem publicada por intermédio de uma pesquisa em que afere a diminuição de 70% do consumo no últimos três anos.

Eis a matéria:

Restrições ao emagrecedor impostas pela Anvisa impulsionaram a queda. Além da maior burocracia para comprar a droga, médicos veem grande migração para remédios "off-label"

Desde a última restrição de acesso à droga, em vigor a partir de dezembro de 2011, a redução chegou a 41,5%.
Neste período, o impacto mais significativo foi justamente na virada de 2011 para 2012. De dezembro para janeiro, a venda caiu 33%, mostra relatório do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) baseado em dados do IMS Health e feito a pedido da Folha.

O estudo considera apenas o produto industrializado -que representa mais de 50% das prescrições.

Na semana passada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou parecer da área técnica com a opinião de que a sibutramina deve permanecer no mercado segundo as regras estabelecidas no fim de 2011.

Na avaliação da agência, a nova regra deu conta de melhorar o controle do consumo Entre as medidas instituídas estão a redução da validade da receita e a necessidade da assinatura de um termo de responsabilidade.

A alteração de 2011 e uma anterior -que, em 2010, obrigou a emissão de uma prescrição numerada e controlada - coincidem com duas reduções importantes nas vendas, indica o levantamento.

Nos anos recentes, o recorde de vendas ocorreu em outubro de 2009, quando 676,3 mil caixas de sibutramina foram comercializadas. Em dezembro de 2011, diminuíram para 314,3 mil caixas. E, um ano depois, para 183,7 mil.

Em fevereiro de 2013, as vendas caíram ainda mais, chegando a 150,3 mil caixas -em janeiro e fevereiro, porém, as vendas costumam cair por férias e o carnaval.

MIGRAÇÃO

Ao divulgar o parecer sobre a sibutramina, na semana passada, Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, afirmou que o consumo da droga ficou estável no primeiro ano sob as novas regras.

Frente ao levantamento, porém, a agência explicou que houve, de pronto, a redução no consumo da droga, seguida por uma estabilidade.

"A venda caiu. E a explicação é simples: está muito difícil comprar", diz Nelson Mussolini, do Sindusfarma.
Além de mais burocracia, especialistas citam receio dos médicos e migração para drogas "off-label" -usadas para fins distintos dos que foram oram aprovadas- para explicar a redução na venda.

"Todos os remédios com outras indicações, mas que ajudam a emagrecer, tiveram seu consumo aumentado no Brasil", alerta o médico endocrinologista Walmir Coutinho, professor da PUC Rio.

Uma reportagem da Folha, em 2012, revelou o crescimento dessas drogas emagrecedoras "alternativas".
Com a avaliação da Anvisa de manter a sibutramina no mercado, há expectativa de retomada nas vendas.

"Pelo que eu entendi, a burocracia será mantida. Mas o medo [de prescrever e usar a droga] não mais", diz Alfredo Halpern, professor de endocrinologia da USP.

Comentário: João Bosco

Fonte: Folhaonline / Johanna Nublat - ANVISA

segunda-feira, 4 de março de 2013

Doenças raras afetam cerca de 15 milhões de brasileiros


70% dos problemas relacionados às doenças raras seriam resolvidos com mais informações sobre essas síndromes.

Brasília - No Dia Internacional das Doenças Raras, lembrado hoje (28), especialistas estimam que cerca de 15 milhões de brasileiros têm alguma das cerca de 8 mil síndromes catalogadas como raras. Neurofibromatose, mucopolissacaridose, síndrome de Gaucher, esclerose lateral amiotrófica e leucoencefalopatia multifocal progressiva são exemplos dessas patologias.

Em entrevista, o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Natan Monsores, criticou o tempo de espera enfrentado pela maioria desses pacientes para serem acolhidos no sistema de saúde. "O tempo de diagnóstico demora algo em torno de três a cinco anos. O itinerário de diagnóstico do paciente é muito longo", contou.

Ele acredita que 70% dos problemas relacionados às doenças raras seriam resolvidos por meio de um sistema claro de informações sobre essas síndromes. "Boa parte dos pacientes fica perdida dentro do SUS (Sistema Único de Saúde) por não saber ao certo que especialista buscar, onde são os centros de referência", disse Monsores.

Segundo ele, a falta de informação acaba resultando no que muitos médicos chamam de paciente especialista, já que algumas pessoas afetadas pelas síndromes passam a conhecer mais o problema que os próprios profissionais de saúde. Ele lembrou que pacientes e parentes se reúnem pela internet e por meio de associações para trocar informações, por exemplo, sobre tratamentos disponíveis.

O professor destacou que há uma judicialização excessiva no campo das doenças raras. "Pelo fato de esses pacientes terem doenças muito peculiares, eles são alvo de incursões da indústria farmacêutica. A gente sabe disso por relato de pacientes que são assediados por advogados para que entrem na Justiça com processos contra o governo para obter medicamentos", relatou.

O presidente da Associação MariaVitória, Reginaldo Lima, confirma a ausência de informação dentro do próprio sistema de saúde. Morador de Brasília e pai de uma menina com neurofibromatose, ele passou quatro anos em busca do diagnóstico da filha. Diagnosticada no Rio de Janeiro, ela chegou a ser transferida para Belo Horizonte (MG) e, há duas semanas, está sendo tratada na capital federal.

"Falta mostrar aos médicos onde estão os centros de referência de cada especialidade, para que eles repassem aos pacientes. Descobri o tratamento na minha cidade por meio de outros pais. Imagina como é para quem mora no interior", completou.

Regina Próspero, presidente da Associação Paulista dos Familiares e Amigos dos Portadores de Mucopolissacaridose, só conseguiu o diagnóstico do filho depois de perder o mais velho para a doença. Mesmo assim, o menino só conseguiu iniciar o tratamento muitos anos depois, já que não havia tratamento para a mucopolissacaridose disponível no país.

"Estamos muito aquém do que deveríamos. Precisamos efetivar uma política pública específica para as doenças raras. Hoje, os pacientes são tratados como um qualquer, mas são características específicas, não dá para tratar como uma doença de saúde coletiva", explicou. "A sociedade também precisa participar. 

A maioria das pessoas acredita que uma doença rara não pode ocorrer em sua casa, mas pode. Ninguém está livre e todos devem ter direito à vida".

O Ministério da Saúde anunciou nessa quarta-feira (27), em seminário na Câmara dos Deputados, que vai colocar em consulta pública nas próximas semanas dois documentos que deverão dar origem a uma política pública específica para pessoas portadoras de doenças raras.


Fonte: Agência Brasil / Dom Total / Aline Leal e Paula Laboissière