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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dicas essenciais para escolher a especialidade correta

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Escolher a especialidade pode ser uma das maiores dificuldades entre os estudantes e recém-formados de medicina. Algumas pessoas já crescem e entram na faculdade com uma especialidade certa, aquela que acredita ser sua vocação. Mas muitas ainda ficam confusas, e é normal. Nem sempre o foco de vida é a profissão, pode ser ter uma vida tranquila, ter um casamento, ter filhos, ou até mesmo outro hobby ou profissão, como escrever ou cantar. Por isso, na hora de decidir algumas questões podem interferir, e algumas dicas podem ajudar. Reunimos algumas dessas informações para que você não fique perdido e tente fazer uma escolha que se encaixa com você.

1.Objetivos
Algumas áreas são muito procuradas, outras dão menos dinheiro, outras têm uma vida mais conturbada… Tudo deve ser levado em conta. Mas antes de qualquer coisa, é necessário você entender o que realmente quer: qual é o seu objetivo principal na vida: o trabalho, a vida pessoal ou outra coisa? E qual seu objetivo específico na profissão?

2.Emocional
Visto isso, pense em algumas outras questões.  Você tem algum desejo principal ou significado que queira dar ao seu futuro? Tem algum sonho na parte profissional? Qual especialidade te deixará mais realizado e conseguirá trazer essa paixão à tona? Estar satisfeito emocionalmente fará com que tudo se torne mais fácil e você seja um profissional melhor.

3.Habilidades
E suas habilidades físicas? Com o que você se considera realmente bom? A cirurgia, por exemplo, precisa de muito mais habilidade com as mãos, de passar grande parte do tempo em pé e de saber lidar com urgências. Pense também em suas habilidades humanas, como empatia, paciência, e outras. Na pediatria é necessário saber lidar com crianças, além de lidar com os pais e suas preocupações frequentes. Não deixe de avaliar essas questões na hora da sua escolha.

4.Financeiro
Mesmo que a medicina não seja mais a profissão mais rentável no Brasil (dados de 2006), ela ainda é muito procurada por esse motivo. E não há nada de errado em querer uma vida tranquila e, por isso, escolher a profissão pela remuneração que ela dá. Mas é claro que a vida que você vai levar na prática interferirá na sua vida pessoal, e isso também deve ser levado em consideração.
Se o seu objetivo é a vida financeira, uma pesquisa de 2014 do site de empregos Catho, apontou as especialidades mais bem remuneradas no país. Entre as 10 áreas mais bem pagas, a pesquisa apontou cirurgia, ortopedia, anestesia, dermatologia, hematologia, mastologia, oncologia, e outros. Vale lembrar que existe uma variação por nível de qualificação, e um médico com mestrado ou doutorado pode chegar a ganhar três vezes mais que aquele apenas com graduação.

5.Concorrência
Quer fugir das áreas com mais profissionais? O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em 2013 os dados das maiores especialidades no país. São elas: pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral, clínica médica, anestesiologia, medicina do trabalho e cardiologia. Mas lembre-se que só ser uma área com muitos médicos não significa que você ficará de fora, visto que algumas são necessárias a qualquer ser humano.

6.Futuro
Por fim, pensar no futuro também é essencial. Com todas as evoluções tecnológicas, a medicina tem sido beneficiada em muitas questões. Assim, as seis especialidades mais promissoras também podem entrar na sua lista de possíveis escolhas. São elas: clínica, obstetrícia e ginecologia, radiologia, oftalmologia, medicina do esporte e reabilitação, e oncologia.

Tendo em mente esses pontos, algumas questões poderão ser esclarecidas para a sua decisão final. Caso ainda esteja com dúvidas, conversar com especialistas que estão há bastante tempo na profissão pode ajudar a entender melhor como funciona a prática.

Grifo nosso
Fonte: Simes/Clara Barreto / PEBMED
Imagem: ifolha.com.br

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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Médico paulista publica carta aberta para a presidente da República


Médico paulista publica carta aberta para a presidente da República

Em artigo publicado no jornal O Globo, intitulado Carta de um Médico Para a Presidente da República, o Dr. Roberto Cacciari, profissional da cidade de Catanduva-SP, lamenta a atual situação da classe médica brasileira.

Incentivado pela visita de Dilma Rousseff ao município, ele é enfático nas críticas.

“Desculpe-me não poder aplaudi-la hoje. Eu estava trabalhando, como sempre. A propósito, é isso que os brasileiros mais fazem para tentar consertar o seu desgoverno. Confesso, adoro trabalhar. Isso não é problema para mim. Porém, trabalhar sem perspectivas de mudança e melhoria, isso me incomoda. Cansamos de improvisar para resolver os desatinos do seu governo. Quem gosta de dar um jeitinho em tudo, são vocês aí de cima; nós, médicos, cansamos!”

Dr. Cacciari é especialista em Medicina Integrativa Personalizada.


Segundo ele, o estopim da sua indignação foi a exigência da presidente, de um leito de UTI reservado apenas para atender um eventual problema. 

“Nossos pacientes que vivem à espera de um leito, às vezes até morrem aguardando, como ficam? A senhora deveria dar o exemplo: primeiro, como cidadã que se preocupa com seus pares, cedendo sua vaga para aqueles que realmente precisam; segundo, como autoridade, indicando a postura a ser seguida. Agindo como fez, reiterou o caos que se encontra a saúde pública desse país”.

Fazendo menção a si próprio, o médico salienta que “se precisasse de vaga de UTI, deveria aguardar na emergência até surgir um leito. Poderia demorar dias, até semanas. Aliás, é assim que funciona. A senhora não sabia? Passe uns dias aqui conosco para averiguar”.

Cacciari diz que a exigência presidencial de leito reservado na UTI de hospital na cidade prejudicou o serviço local. “No hospital de nossa cidade atendemos outras 19 cidades circunvizinhas que encaminham seus pacientes para cá. Nossa emergência vive lotada, os corredores contêm macas por todos os lados. Alguns pacientes aguardam dias até surgir uma vaga na enfermaria”, lembrou.

“Como se não fosse suficiente a reserva no hospital tirando leito de quem precisa, ainda solicitou que três viaturas do SAMU estivessem ao seu dispor.

Senhora presidente, trabalho no SAMU há seis anos. Conheço muito bem as necessidades e prioridades desse serviço. Cobrimos, 24 horas por dia, 19 cidades. Muitas vezes precisamos de suporte de mais viaturas para atender ocorrências com inúmeras vítimas, porém não temos disponível, nem profissionais”, diz a carta.[...]

 [...] Por fim, o médico pede que a presidente “nos represente com honestidade e cuide de nossa população, ainda mais dos que precisam de condições mínimas de saúde”.

Indignado, Roberto Cacciari conclui dizendo que “não temos que agradecer nada que a senhora fez, pois não fez mais do que a obrigação. O dinheiro é nosso, a cidade é movida pelo nosso empenho. O povo é seu patrão! Portanto, da próxima vez, nem venha. Trabalhe! Busque soluções concretas para o poço sem fundo que o país está. Rápido, antes que nosso Brasil vire pó”.


Grifo nosso
Fonte: oglobo.com/setorsaude.com.br
Imagem: Reprodução

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

INSS corta auxílio por depressão a mulher que pôs foto 'feliz' na web


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Os segurados que recebem benefícios temporários do INSS devem ficar atentos ao que publicam nas redes sociais.

Uma segurada que recebia auxílio-doença por depressão grave perdeu o benefício após colocar fotos de passeios no Facebook. O caso ocorreu em Ribeirão Preto (SP).

A segurada provou, no posto, que estava com depressão desde novembro de 2013.

Mas, em janeiro de 2014, o benefício foi cortado e ela entrou na Justiça.

Em abril, novo laudo foi emitido, que confirmou o quadro, garantindo o auxílio por mais três meses.

Foi justamente de abril a julho de 2014 que os registros, de passeios em cachoeiras, foram feitos. As fotos eram ainda acompanhadas de frases como "não estou me aguentando de tanta felicidade", "se sentindo animada" e "obrigada, Senhor, este ano está sendo mais que maravilhoso".


Para a AGU (Advocacia-Geral da União), que representa o INSS, as postagens mostravam que ela tinha condição de voltar ao trabalho. Com isso, o perito reviu o laudo médico anterior.


"Entendemos que uma pessoa com um quadro depressivo grave não apresentaria condições psíquicas para realizar passeios e emitir frases de otimismo. Portanto, consideramos que a paciente apresentou cessada sua incapacidade após o exame pericial."

Para o advogado Rômulo Saraiva, ela poderia recorrer, mas não o fez.

Apesar de ter perdido o benefício, recebeu o auxílio de janeiro a abril na Justiça.

Grifo nosso
Fonte: nelcisgomes.jusbrasil.com.br
Imagem: ecoviagem.uol.com.br

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terça-feira, 23 de junho de 2015

CCJ - Profissionais da saúde podem ter que notificar acidentes causados por produtos com defeito


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Objetivo é alimentar o Siac, Sistema de Informações de Acidentes de Consumo, que é usado para embasar políticas públicas preventivas.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados vai analisar proposta que obriga os profissionais de saúde a repassar dados sobre acidentes provocados pelo consumo de produtos com defeito.

O objetivo é alimentar o Siac, Sistema de Informações de Acidentes de Consumo, que é usado para embasar políticas públicas preventivas.

A medida foi apresentada na Comissão de Defesa do Consumidor pela relatora Maria Helena, do PSB de Roraima, na Comissão de Defesa do Consumidor em substituição ao projeto do do paulista Goulart, do PSDB.


A deputada argumenta que o texto original criava o Sistema Nacional de Controle de Acidentes de Consumo (Sinac) que cumpriria a mesma missão que o Siac, um sistema que já existe. Ela também ressaltou o fato de a que a criação de novo sistema deveria partir de projeto de iniciativa do presidente da República, e não do Poder Legislativo.

A obrigação de repassar dados para o Siac alcança dos profissionais da Rede Sentinela ligada à Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Para a deputada Maria Helena, a ideia é motivar a troca de informações.

"Esse registro de informações sobre acidentes de consumo facilita o mapeamento de acidentes que acontecem em todo o Brasil e permite a identificação de categorias dos consumidores e as regiões que são mais afetadas por esses problemas."

Já para Maria Inês Dolce, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (a Proteste), a medida vai identificar fabricantes que não respeitam os direitos dos consumidores: "Principalmente porque hoje esses acidentes não são revelados. Eles acontecem, e nós temos aí não só a questão do fabricante que deixa de tirar produto do mercado que causa acidentes, mas também a redução de atendimentos junto aos hospitais e aos prontos-socorros. É uma economia para os hospitais e prontos-socorros não tendo essas vítimas. E a importância também dos produtos serem melhorados no mercado de consumo."

O registro é enviado para a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) responsável proteger os direitos de consumidores, para que adote medidas em relação aos maus fornecedores.

A pena é a retirada dos produtos de circulação, além da necessidade de corrigir os erros para evitar novos acidentes

Grifo nosso
Fonte: Rádio Câmara dos Deputados
Imagem: Reprodução

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

EUA: Um em 25 réus no corredor da morte é provavelmente inocente

De cada 25 presos sentenciados à pena de morte, nos EUA, um é provavelmente inocente, de acordo com um estudo do Centro de Informações sobre a Pena de Morte, divulgado nesta terça-feira (29/4).

O estudo, feito por professores e pesquisadores de universidades de Michigan e da Pensilvânia, foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo afirma que apenas 1,6% dos presos sentenciados à pena de morte são efetivamente libertados.

Porém, a maioria dos inocentes no corredor da morte têm sua pena convertida para prisão perpétua e, quando eles são incluídos nas estatísticas, o percentual sobe para 4,1%. Essa é uma “estimativa conservadora” do número de condenações erradas nos EUA, dizem os autores. [...]

[...] O estudo afirma que as pesquisas desmentem o ministro da Suprema Corte dos EUA Antonin Scalia, que escreveu em uma decisão de 2007 que a taxa de erros em condenações criminais nos EUA era de apenas 0,027% — ou, para colocar esse dado de outra forma, a taxa de sucesso era de 99,973%.


As sentenças de pena de morte representam menos de 0,1% de todas as condenações nos EUA.


Mas também representam 12% de todos os casos de libertação de presos inocentes, no período de 1989 a 2012, segundo as estatísticas.

De acordo com o estudo, as condenações à pena de morte vêm declinando nos Estados Unidos.

Desde a década de 90, ocorreu uma redução de 75% no número de aplicação da pena capital. E as execuções caíram pela metade.

Até agora, 18 dos 50 estados americanos extinguiram a pena de morte.

E as execuções são suspensas indefinidamente por governadores em quatro estados, porque a pena de morte é a única condenação errada que não gera qualquer tipo de reparação à vítima, depois de executada.

A taxa de condenações de réus inocentes é tida, nos EUA, como “meramente desconhecida e impossível de conhecer”.

Na verdade, muito poucas condenações erradas são descobertas a qualquer tempo, principalmente entre réus que não são sentenciados à morte e que não dispõem de meios para provar a própria inocência.

Nesse caso, se for para ser condenado, ser sentenciado à pena de morte pode ser o melhor remédio, porque o próprio sistema se encarrega de continuar investigando o caso, para não executar mais um inocente, como já tem ocorrido tantas vezes no passado.

Grifo nosso

Fonte: Consultor Jurídico

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Advogados têm atendimento prioritário no INSS

Por atuarem na proteção dos direitos do cidadão, advogados devem ter atendimento prioritário nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em local próprio e independentemente de distribuição de senhas, durante o horário de expediente.

Foi o que definiu nesta terça-feira (8/4) a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal ao negar questionamento da autarquia federal sobre um acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A decisão foi por maioria de votos.

O INSS alegava que a medida implica tratamento diferenciado em favor dos advogados e dos segurados em condições de arcar com sua contratação, em detrimento dos demais segurados, o que representaria desrespeito ao princípio da isonomia, estabelecido no artigo 5º da Constituição Federal.

Mas o relator do recurso, ministro Marco Aurélio, disse que a prioridade não ofende a igualdade nem confere privilégio injustificado.


Em seu voto, o ministro citou o artigo 133 da própria Constituição, segundo a qual o advogado é “indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.

O relator afirmou também que o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8.906/1994) é categórico ao estabelecer como que os profissionais da área podem ingressar “em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público (...) e ser atendido desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado”.

Grifo nosso

Fonte: STF / Revista Consultor Jurídico

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Turismo médico, um mercado de R$ 3 bilhões

A dobradinha preço e excelência em determinadas especialidades clínicas tem colocado o Brasil no mapa do turismo médico mundial.

O segmento, caracterizado pelo vai e vem de estrangeiros em busca de tratamentos de baixa, média e alta complexidade, deve atingir faturamento de R$ 3 bilhões no País em 2013, com projeções de crescer 43% no próximo ano, segundo a consultoria Delloite.

Um mercado atraente não apenas para quem está na linha de frente, como médicos e hospitais, mas também para pequenos negócios que gravitam em seu entorno e oferecem produtos como recepção e acompanhamento das pessoas que desembarcam no País.

É justamente essa, há quase sete anos, a especialidade de Mariana Palha.

Depois de atuar como executiva da rede hoteleira Hyatt em cidades como Orlando, nos EUA, e Hong Kong, na China, ela retornou ao País há 10 anos e, em 2007, abriu a Prime Medical Concierge.

O foco da empresa é receber pacientes estrangeiros que vêm ao Brasil ou brasileiros egressos de outras regiões e que buscam tratamento médico sobretudo na cidade de São Paulo.

“Nós cuidamos do paciente da chegada até a sua volta pra casa”, diz Mariana, que organiza a hospedagem e a contratação de enfermeiros para homecare no pós-operatório.

“Quando voltei ao Brasil eu fiz um serviço para um grupo hospitalar e passei a ter contato com muitos médicos.

Eles diziam: ‘Mariana, tenho um paciente chegando da França, outro dos Estados Unidos, você sabe onde eu o hospedo, quem pode pegá-lo no aeroporto?’ Foi assim que identifiquei esse mercado e crie a empresa”, explica.

Mariana conta que recebe cerca de 25 pacientes por mês e os custos iniciais pelo serviço ficam em R$ 700.

Com dez funcionários, a empreendedora revela ter faturado R$ 1,3 milhão no ano passado e, embora não espere avanços expressivos neste ano, vislumbra números mais interessantes a partir de 2014.[...]

 [...] África

 O angolano Adriano Gonçalves é outro empresário que também aposta na área. [...]

[...] Com o crescimento da demanda, há pouco mais de um ano ele estruturou, em São Paulo, a Health Care Service.

“Em se tratando de África, a medicina não é tão evoluída e muitos clientes nunca fizeram um check up na vida. Além de exames básicos, eles também procuram especialidades.

A cada dez homens que chegam, oito estão atrás de consultas com urologistas. E entre as mulheres, seis estão interessadas em tratamentos de fertilização”, diz Gonçalves.

Brasil é a bola da vez para o setor

A infraestrutura oferecida pelos principais hospitais e o nível de especialização de profissionais podem colocar o Brasil como um dos principais destinos do mundo para o turismo médico.

Essa, pelo menos, é a crença do consultor e integrante da Medical Tourism Association, Glauco Fonseca.

“O Brasil tem hospitais de referência e um preço muito interessante se comparado com o principal mercado emissor de turistas (desse tipo) do mundo, os Estados Unidos.

Uma cirurgia de substituição das articulações de quadril, por exemplo, custa em torno de US$ 35 mil nos EUA.

Aqui se faz o mesmo procedimento com cirurgião formado em universidade de ponta, com especialização norte-americana, por US$ 10 mil.”

Sócio de uma das principais empresas na área de turismo médico do mundo, a espanhola Sphera Global Health Care, Alex Lifschitz também aposta no potencial brasileiro.

O empresário conta que se prepara para ter em São Paulo o seu segundo principal mercado emissor de pacientes, atrás apenas de Barcelona, onde a empresa está instalada.

“A procura já é grande principalmente por países africanos que falam português, norte-americanos e alguns países da América Latina”, diz ele, que fatura US$ 50 milhões por ano. “Poderia ser melhor no Brasil se existisse uma oferta maior de leitos nos hospitais”, conta o espanhol.

Grifo nosso

Fonte:   Jornal Estado de São Paulo / Renato Jakitas / Werther Santana

Título original: Turismo médico, um mercado de R$ 3 bilhões, atrai os pequenos empreendedores brasileiros

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Falsificação de atestado é motivo para justa causa

A adulteração de atestado médico é conduta desonesta e imoral e gera quebra de confiança entre empresa e empregado.

Com esse fundamento, a 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a demissão de um empregado da Lojas Renner por justa causa.

Ele apresentou um atestado médico falsificado com o objetivo de obter uma semana de folga.

O trabalhador foi contratado em janeiro de 2008 como caixa. Em 15 de junho de 2009, foi demitido por justa causa por ter apresentado o atestado falsificado.

O médico havia concedido um dia de afastamento, mas o caixa escreveu o número 7 sobre o original, para ter mais dias de folga.

Mesmo tendo confessado a adulteração, o funcionário buscou a Justiça por acreditar que foi tratado com rigor excessivo ao ser punido com a demissão sem direito a verbas trabalhistas, sobretudo por possuir histórico funcional ilibado, sem faltas injustificadas, advertências ou suspensões.

Requereu, ao final, a conversão da demissão para "sem justa causa" e o pagamento das verbas rescisórias, além de indenização por dano moral por ter se sentido constrangido.

A Renner afirmou que a demissão se deu em razão do comportamento irregular, incompatível com a permanência no emprego. Acrescentou que a rasura no atestado era grosseira, com o flagrante objetivo do empregado se beneficiar mediante fraude, o que deu causa à demissão nos termos do artigo 482 da CLT.

A 4ª Vara do Trabalho de Aracaju (SE), ao julgar o caso, condenou a empresa a pagar as verbas trabalhistas ao caixa por entender que o poder disciplinar do empregador deve ser exercido de forma equilibrada.

Para o juízo de primeiro grau, não havia fundamento para a dispensa motivada, sendo mais apropriado que a empresa tivesse aplicado a suspensão disciplinar.

A Renner recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (SE), que também enxergou rigor excessivo.

Para a corte, houve intolerância por parte da empregadora, uma vez que o funcionário tinha apenas 21 anos, não sendo a falta por ele cometida ensejadora da justa causa.

A Renner novamente recorreu, desta vez para o TST, onde o desfecho foi outro.

Para o relator da matéria na Segunda Turma, desembargador convocado Valdir Florindo, o caixa da Renner cometeu ato de improbidade, gerador da justa causa conforme prevê o artigo 482, alínea "a", da CLT.


Diante disso, a Turma deu provimento ao recurso, culminando na declaração de improcedência da ação trabalhista.

Grifo nosso

Fonte: Consultor Jurídico 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Série televisiva terá médicos e pacientes reais

Faz-se importante uma série televisiva que trata do cotidiano das unidades de saúde e seus pacientes afinal, o assunto da classe tem tido prevalência nos dissabores.

Aliás, após um longo jejum de notícias que enfocam o exercício da boa medicina ontem, (06/10) a TV Record em seu Programa de Domingo, fez chegar ao telespectador uma matéria ocorrida no município de Catalão/GO de um paciente que teve uma para de 50 minutos e a hercúlea equipe conseguiu ressuscitá-lo.

Feito esse, segundo especialista, pouco comum em função de vários aspectos.

Voltando ao assunto do programa do Multishow e sob a ótica jurídica, os participantes e idealizadores do mesmo devem se aterem com relação à falta ética.

A exposição programada do médico em programa de exibição pública sobretudo, uma série televisiva é encarada com ressalvas pelo Código de Ética Médica.


Ideal seria, uma vez que se trata de episódios de fatos reais, celebrar uma consulta via parecer ao Conselho Regional da região no sentido de precaver os participantes médicos e, a permanência do programa no ar.

Eis a matéria:

Série do Multishow terá médicos e pacientes reais

Em um hospital de São Paulo, histórias reais serão contadas por médicos e pacientes de verdade.

Mas isso não se trata de um documentário ou um reality show, e sim da série “Jovens Médicos”, aposta do Multishow para o ano que vem.

A ideia é produzir uma atração no estilo do reality europeu “Strong Medicine” (forte medicina), para ser exibida diariamente, durante um mês.

Em cada um dos cerca de 20 episódios, serão contadas três ou quatro histórias médicas diferentes, como o homem que se prostitui e procura o hospital por estar com problemas de ereção.

Toda a trama é baseada em fatos e aproximadamente 80% dos médicos da série são profissionais de fato formados em medicina, o que tornou a seleção mais difícil.

A locação será em um hospital real em São Paulo.

Alguns dos pacientes em cena terão mesmo vivenciado as doenças e os conflitos retratados. A série também terá atores.

Nesse esquema chamado “Script Reality”, em que a realidade é roteirizada, o canal pretende trabalhar com a memória afetiva, os sentimentos de pessoas que já passaram por essas situações.

Fruto de uma parceria com a produtora Floresta, “Jovens Médicos” deve estrear em abril de 2014.

Comentário: João Bosco

Fonte: Folhaonline/ Keila Jimenez

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Os países com os melhores sistemas de saúde do mundo

Inglaterra, Espanha e França têm gastos per capita maiores do que o Brasil.

Uma pesquisa recente realizada pelo Ibope mostrou que 61% dos brasileiros consideram a saúde como a área mais problemática do país, à frente da segurança e da educação. 

O Brasil gasta cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) na saúde, o que representa um gasto per capita de 909 dólares. Esse valor é menor que os 3 mil dólares que as nações listadas como as melhores do mundo na área gastam.


Observe as particularidades das nações consideradas as melhores em relação à saúde:

Canadá:

  • Gasta cerca de 8% do PIB em saúde e a despesa per capita é de 4,3 mil dólares;
  • Embora pagos pelo governo, os médicos não são funcionários públicos;
  • A maioria dos atendimentos financiados pelo sistema é oferecida na iniciativa privada, o que provoca a inexistência de competição entre o sistema público e privado.
Reino Unido:

  • Gasta 8,2% do PIB em saúde, o sistema de saúde foi criado depois da Segunda Guerra Mundial;
  • Há uma ligação maior entre médico e paciente, já que ele tende a estar no mesmo bairro de residência do paciente.
Espanha:

  • Apontada como um dos países entre os que tem o melhor sistema de saúde do mundo;
  • Entre marcas elogiadas pelo sistema estão a garantia de que será atendido e a comunicação com o paciente, que envolve cartas, e-mails e SMS.
França:

  • Gasta 9,3% do PIB na área da saúde, já teve o sistema de saúde eleito o melhor do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS);.
  • Sistema francês é relativamente complexo comparado ao SUS brasileiro, misturando seguro público com contribuições na folha de salários. Em boa parte dos casos, o atendimento não é gratuito, mas o governo reembolsa parte ou toda a despesa.
Adaptação: João Bosco

Fonte: Revista Exame / Diagnóstico Web

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Projeto de Lei no Senado Uruguaio consta de filmagem de cirurgias

A valia é que o projeto de lei não é originário da Argentina, Bolívia, Cuba, Venezuela ou Equador senão, já haveria quem quisesse importar essa ideia.

Fato que, em função da complexidade do ato cirúrgico é pouco provável que uma câmara consiga por exemplo filmar a quantidade de fármaco que o anestesiologista ministrou no paciente.

Não se afirmaria o Brasil e sim, o mundo deveria observar com olhos mais atentos e ouvidos mais limpos que o procedimento clínico seja ele qual for, depende de uma série de fatores para almejar um satisfatório resultado.

Iniciam-se desde a boa relação médico-paciente e não terminam.


Apenas se completam devidamente tendo como meio as condições estruturais e humanas de tratamento associada à particularidade biológica do paciente.

Eis a matéria:

O jovem Rodrigo Aguirre, irmão do técnico Diego Aguirre (ex-Peñarol), morreu em 2007 depois de passar por um procedimento cirúrgico sob anestesia local, uma pequena cirurgia.

O anestesista foi condenado a três anos de prisão pelo assassinato culpado dos 23 anos.

Camblor Liropeya Aguirre, a mãe de Rodrigo e presidente da Association of Life Care, apresentou ao Comitê de Saúde do Senado sobre um projeto de lei para instalar câmeras em blocos cirúrgicos, como forma de preservar a segurança dos pacientes. [...]

 [...] A iniciativa de quatro artigos considerou como "instrumento indispensável" o uso de dispositivos de áudio e vídeo nas salas de operação de todos os centros de saúde (público e privado) no país.

Para fazer a proposta, a associação foi com base na experiência das "caixas pretas" utilizados na aviação para registrar a atividade dos instrumentos e as conversas na cabine da aeronave.

Ele também levou em conta o uso de câmeras de vídeo em procedimentos cirúrgicos em países como Japão.
Camblor explicou que lá se permite filmagens das intervenções cirúrgicas por familiar do paciente.

"Após a morte de meu filho, sempre pensei em fazer alguma coisa para parar de acontecer este tipo de erro, ao ser filmado e gravado as operações pela passagem de um acidente ou de uma catástrofe como a que aconteceu, para que não haja dúvidas ", disse Camblor.

O projeto também estabelece como instrumento essencial para a digitalização de todos os registros cirúrgicos (registro de todos os eventos, as pessoas e os instrumentos envolvidos ou parte da cirurgia).

A ideia é que as informações contidas no projeto "é inviolável" e pode ser discutido com a ordem judicial relevante, como uma forma de fornecer as máximas garantias para médicos, pacientes e familiares.

Por sua vez, obriga a equipe médica de instituições públicas e privadas a realização de "pausa cirúrgica" antes do ato médico (no qual são revisados ​​todos os itens, ferramentas e pessoas que estarão presentes durante a cirurgia).

Na exposição de motivos do projeto explica que "a complexidade das organizações e procedimentos atuais disponíveis para os cuidados de saúde têm feito as situações que podem causar sérios danos aos pacientes que ocorrem cada vez mais, e até mesmo danos irreparáveis perda de vida.[...]


"Fotografar tudo uma segurança"

Em carta dirigida ao senador Alfredo Solari (presidente da Comissão de Saúde do Senado), a mãe do menino explicou suas razões para fazer o projeto de lei que exigiria a filmagem do procedimento.

"Seria bom para a segurança do paciente e para os profissionais envolvidos terem tudo filmado. Autenticidade fiel do registro anestésico cirúrgico é de valor para os futuros médicos e para muitos médicos, quando a cirurgia é diferente e traz maiores riscos. Sempre mantendo a privacidade do paciente ", argumentou Camblor.

Ela disse que "sob as circunstâncias que você tem que tomar medidas rigorosas de segurança, pois é uma das maneiras que eles pagam os profissionais da atenção que levam a profissão como uma máquina de fazer dinheiro esquecendo a coisa mais importante é cuidar da vida paciente individual. "

Assinalou Camblor que este tipo de má-prática  "não pode voltar a acontecer mas, ainda existem".

Em memória de Rodrigo Aguirre, a cada 14 de abril de cada ano, celebra-se o Dia da Segurança do Paciente.


Texto adaptado: João Bosco

Grifo nosso

Título original: Bill requer filmar todas as cirurgias

Fonte: Jornal El País – Uruguai / Migalhas