Mostrar mensagens com a etiqueta Curiosidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Curiosidades. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Curiosidade: Como se tratava o estupro em 1833



Resultado de imagem para imagem tribunal do juri de 1888

Eis abaixo, um julgado [sic] dos idos de 1830 fundamentando a prática do delito de estupro e sua respectiva sentença:


PROVÍNCIA DE SERGIPE

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.

CONDENO:

O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos

Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.


Grifo nosso 
Fonte: Instituto Histórico de Alagoas - "Ipsis litteris"
Imagem: novomilenio.info.br  


Curta e compartilhe no Facebook

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Curiosidade: Americano inventa camisinha que cobre apenas o topo do pênis


Americano inventa camisinha que cobre apenas o topo do órgão genital

Charlie Powell afirma ter criado uma nova forma de camisinha que ele tem chamado de “Galactic Cap” (“Capuz Galático", em tradução livre).

Em vez de uma camada de látex cobrindo o pênis por completo, a camisinha de Powell tampa apenas o topo do membro. Desse modo, o sêmen é retido sem acabar com a sensibilidade sexual, segundo ele.

Só há um problema: esse método pode até funcionar para impedir a concepção, mas não é tão bom quanto o convencional quando se trata de impedir doenças sexualmente transmissíveis.

Motivado por uma competição financiada por Bill Gates — que acredita que mais pessoas se protegeriam se camisinhas fossem mais prazerosas de se usar —, alguns engenheiros estão voltando sua atenção para construir uma camisinha aperfeiçoada.


Após falhar ao tentar ganhar o prêmio em dinheiro da Bill and Melinda Gates Fundation, Power está tentando arrecadar dinheiro através de uma campanha no site de financiamento coletivo IndieGogo, que se iniciará dia 1 de junho.


Fonte: IG
Imagem: Reprodução
Título original: Americano inventa camisinha que cobre apenas o topo do pênis

Curta e compartilhe no Facebook

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Curiosidade: Como a lei lidava com estupro em 1833

Eis a seguir, um julgado dos idos de 1830 fundamentando a prática do delito de estupro e sua respectiva sentença. Será que retrocedemos?

PROVÍNCIA DE SERGIPE

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.

CONDENO:

O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.
Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.

Grifo nosso 

Fonte: Instituto Histórico de Alagoas - "Ipsis litteris"

Curta e partilhe no Facebook

Curiosidade: A vida. Uma pequena causa

Um paciente internado em UTI com crise hepática gravíssima propôs ação com pedido de tutela antecipada para lhe garantir o direito de ingresso na lista de espera para transplante de fígado, o que lhe vinha sendo negado pela Secretaria da Saúde.

Fato que, na petição inicial, deve-se estabelecer o valor da causa e, nesse particular, o advogado do autor estabeleceu e acentuou: "Sendo a vida um bem jurídico de valor inestimável, dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00."


Para o juiz de Direito Marcelo Sérgio, da 2ª vara da Fazenda Pública de SP, "considerando  que o valor da causa não ultrapassa a [sic] 60 salários-mínimos, diante da vigência da lei 12.153/09, redistribua-se o processo para uma das varas do Juizado Especial da Fazenda Pública". 

Texto adaptado: João Bosco

Fonte: Migalhas 

Curta e partilhe no Facebook

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Curiosidade: Homem só vai ao médico se mulher mandar, diz especialista

"Hospital do homem? Eu é que não quero nem saber de médico.

Minha mulher e minhas filhas viviam me enchendo para ir ao médico. Fui ano passado. Inventaram que eu tinha diabetes, colesterol alto, queriam que eu parasse de tomar minha cervejinha, cortasse a minha picanha.

Fazer dieta? Tô fora.

Ontem mesmo tomei uma sopa de ervilha, com costelinha de porco, paio e bacon."


A frase do taxista Arlindo, 59, a caminho desta reportagem, foi o prenúncio de histórias de homens que só procuram o médico pressionados por suas mulheres. "99% dos homens só vão a uma consulta médica porque a mulher manda e vai junto", diz o sexólogo Ricardo Cavalcanti, 71, coordenador da área técnica da saúde do homem do Ministério da Saúde, que prepara uma política nacional de atenção à saúde masculina. 

Na sala de espera do Hospital Brigadeiro, no Jardim Paulista (zona oeste de São Paulo), que desde abril ficou conhecido como "Hospital do Homem", por ter criado um ambulatório voltado especialmente para a saúde masculina, outros "arlindos" vão aparecendo.

Pedro Geraldo Valadão, 66, tem pressão alta, alteração na próstata e uma hérnia que necessita de cirurgia. Ainda assim, só foi ao médico "arrastado" pela mulher, como ele mesmo diz. "Se eu não insisto, ele não vem. E se ele vem sozinho, não fala nada para o médico. Sou eu que tenho que explicar tudo o que ele tem", antecipa a mulher Francisca, 63.

Ao seu lado, Valadão sorri, concordando com a cabeça. "É, eu não gosto mesmo dessas coisas de médico, de hospital. Só venho porque ela enche o saco...", explica ele, sem conseguir terminar a frase. "E não toma o remédio que o médico manda, não mede a pressão e come tudo o que não pode", completa Francisca. 

Na cadeira ao lado, acompanhado pela filha Marina, o motorista de caminhão aposentado Sebastião Júlio, 79, também com problemas na próstata, tenta explicar por que o homem tem tanta resistência em procurar o médico: "A gente tem medo de descobrir alguma coisa ruim.

Por isso fugimos dos médicos enquanto dá."

A três passos dali, dona Luzia, 79, conta que há pelo menos três décadas acompanha o marido às consultas médicas. "Se a gente não fica em cima, eles não se cuidam, não vão ao médico, não tomam remédio", diz ela, casada há 53 anos com o barbeiro aposentado Mascionilio José de Carvalho, 92.

O marido dá uma risada. "Quando a gente é novo nem quer saber de pensar em doença, em médico.

Depois, quando envelhece, é só ladeira abaixo, minha filha.

É duro aceitar a velhice, a doença e as limitações."E logo muda de assunto lembrando do tempo em que era o barbeiro mais requisitado da Vila Clementino, na zona sul da capital. "Faziam fila para cortar o cabelo comigo." 

Há dez anos, Carvalho teve a próstata retirada após diagnóstico de câncer. Hoje, sofre de incontinência urinária, varizes e glaucoma. 

Para o psiquiatra José Carlos Zepellini, a dificuldade dos homens em ir ao médico e aceitar a doença passa pelo fato de eles serem superprotegidos e se sentirem onipotentes.

"A simples ameaça de uma doença o deixa abalado, fragilizado. Ir ao médico com a mulher o deixa mais seguro, ameniza um pouco o medo, a insegurança."

O urologista Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, também aposta no sentimento de invulnerabilidade para explicar a aversão masculina aos médicos.

"Os homens crescem com o conceito da evolução de que só os fortes sobrevivem e que, para se impor, precisam ter saúde." 

Fonte: Folhaonline / Cláudia collucci

sábado, 6 de julho de 2013

Curiosidade: Homem só vai ao médico se mulher mandar, diz especialista

"Hospital do homem? Eu é que não quero nem saber de médico. Minha mulher e minhas filhas viviam me enchendo para ir ao médico. Fui ano passado. Inventaram que eu tinha diabetes, colesterol alto, queriam que eu parasse de tomar minha cervejinha, cortasse a minha picanha. Fazer dieta? Tô fora. Ontem mesmo tomei uma sopa de ervilha, com costelinha de porco, paio e bacon."

A frase do taxista Arlindo, 59, a caminho desta reportagem, foi o prenúncio de histórias de homens que só procuram o médico pressionados por suas mulheres. "99% dos homens só vão a uma consulta médica porque a mulher manda e vai junto", diz o sexólogo Ricardo Cavalcanti, 71, coordenador da área técnica da saúde do homem do Ministério da Saúde, que prepara uma política nacional de atenção à saúde masculina.

Na sala de espera do Hospital Brigadeiro, no Jardim Paulista (zona oeste de São Paulo), que desde abril ficou conhecido como "Hospital do Homem", por ter criado um ambulatório voltado especialmente para a saúde masculina, outros "arlindos" vão aparecendo.

Pedro Geraldo Valadão, 66, tem pressão alta, alteração na próstata e uma hérnia que necessita de cirurgia. Ainda assim, só foi ao médico "arrastado" pela mulher, como ele mesmo diz. "Se eu não insisto, ele não vem. E se ele vem sozinho, não fala nada para o médico. Sou eu que tenho que explicar tudo o que ele tem", antecipa a mulher Francisca, 63.

Ao seu lado, Valadão sorri, concordando com a cabeça. "É, eu não gosto mesmo dessas coisas de médico, de hospital. Só venho porque ela enche o saco...", explica ele, sem conseguir terminar a frase. "E não toma o remédio que o médico manda, não mede a pressão e come tudo o que não pode", completa Francisca.

Na cadeira ao lado, acompanhado pela filha Marina, o motorista de caminhão aposentado Sebastião Júlio, 79, também com problemas na próstata, tenta explicar por que o homem tem tanta resistência em procurar o médico: "A gente tem medo de descobrir alguma coisa ruim. Por isso fugimos dos médicos enquanto dá."

A três passos dali, dona Luzia, 79, conta que há pelo menos três décadas acompanha o marido às consultas médicas. "Se a gente não fica em cima, eles não se cuidam, não vão ao médico, não tomam remédio", diz ela, casada há 53 anos com o barbeiro aposentado Mascionilio José de Carvalho, 92.

O marido dá uma risada. "Quando a gente é novo nem quer saber de pensar em doença, em médico. Depois, quando envelhece, é só ladeira abaixo, minha filha. É duro aceitar a velhice, a doença e as limitações."E logo muda de assunto lembrando do tempo em que era o barbeiro mais requisitado da Vila Clementino, na zona sul da capital. "Faziam fila para cortar o cabelo comigo." Há dez anos, Carvalho teve a próstata retirada após diagnóstico de câncer. Hoje, sofre de incontinência urinária, varizes e glaucoma.

Para o psiquiatra José Carlos Zepellini, a dificuldade dos homens em ir ao médico e aceitar a doença passa pelo fato de eles serem superprotegidos e se sentirem onipotentes. "A simples ameaça de uma doença o deixa abalado, fragilizado. Ir ao médico com a mulher o deixa mais seguro, ameniza um pouco o medo, a insegurança."

O urologista Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, também aposta no sentimento de invulnerabilidade para explicar a aversão masculina aos médicos. "Os homens crescem com o conceito da evolução de que só os fortes sobrevivem e que, para se impor, precisam ter saúde."

Fonte: Folhaonline / Cláudia collucci


segunda-feira, 1 de abril de 2013

CURIOSIDADE: Pediatra que usou Super Bonder em plásticas será denunciada


Não. Não é notícia de 1º de abril. Aconteceu realmente no Rio de Janeiro uma médica utilizar aquela cola instantânea e rápida denominada super bonder para sutura.

Leia a matéria:


Médica não tinha licença para procedimentos e deixou várias pacientes deformadas. Ministério Público Estadual vai acusá-la de exercício ilegal da profissão e lesão coporal. Operações eram feitas em clínica na Ilha do Governador

Rio - O Ministério Público Estadual (MP) vai denunciar pelos crimes de lesão corporal grave e exercício ilegal de profissão a médica Sheila Maria da Silva Pinto Gonzalez, que deformou 22 mulheres em procedimentos de lipoaspiração e implante de silicone nos seios. 

Apesar de não ter especialização em cirurgia plástica, ela publicava anúncios e realizava operações na sua clínica pediátrica, Prosilha Clínica Médica Infantil, na Ilha do Governador. Numa das vítimas, a acusada chegou a usar supercola instantânea (Super Bonder) para suturar corte. Há suspeita ainda de que ela utilizava estudantes de Medicina para atuar.

Marido e sócio de Sheila, Sérgio Gonzales também será denunciado pelos mesmos crimes. A investigação da polícia e do MP foram motivadas por série de reportagens que O DIA publicou em maio. 

Responsável pelo caso, o promotor Sauvei Lai, titular da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, disse ter se surpreendido com a quantidade de vítimas da médica. Ele localizou outras três mulheres que também tiveram problemas após serem operadas por Sheila, mas ainda falta ouvi-las oficialmente — subindo para 25 o número de lesadas.

“Aquilo não era clínica, mas um açougue! Fiquei surpreso com as fotos que vi dos procedimentos cirúrgicos feitos por ela. Uma vítima, mesmo dois meses após ter colocado silicone nos seios, ainda tem corte com pus saindo. É uma foto chocante”, relata o promotor. Sauvei vai solicitar à Justiça que oficie às embaixadas e à Polícia Federal para evitar que Sheila deixe o país. Ele pretende pedir a prisão da médica. 

Um dos atrativos era o preço acessível e com parcelamento. Um médico de Duque de Caxias, que indicava pacientes para Scheila, também será investigado. Se ficar comprovado que ele sabia que ela não tinha especialização em cirurgia plástica, mas somente em pediatria, o MP vai denunciá-lo na qualidade de partícipe. 
“Ainda estou com queimaduras na barriga e perdi a sensibilidade de região das costas depois que ela me operou. Lembro que a anestesia não pegou. Foi muito sofrimento. Gastei R$ 3.250, mas só consegui sustar dois cheques, de R$ 250 cada, porque paguei minha lipo antes. Agora, não tenho coragem de ir à praia”, desabafa a comerciante Giovana Zott, 32.


Médica pode continuar atendendo

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), a pediatra Sheila pode continuar atuando em sua especialidade. A instituição abriu sindicância administrativa para investigar a conduta da profissional, mas até agora não chegou a conclusão. 

Apesar de duas delegacias — 37ª DP (Ilha) e Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública — terem inquéritos com depoimentos e fotos de 22 pacientes deformadas por Sheila, o Cremerj ainda não se decidiu sobre punição. Segundo o conselho, o procedimento para cassar registro pode levar até um ano, porque o profissional tem amplo direito a defesa.


Fonte: O Globo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Um terço dos homens mente no consultório, estimam médicos


Essa coluna intitulada "Curiosidades"  é reservada a comentários de fatos peculiares que acontecem no dia a dia do profissional de saúde que acontece especialmente nos consultórios e de toda sorte de ambientes clínicos.

Esse BLOG tem a intenção de às sexta-feiras - para muitos, dia internacional da cerveja - divulgar algo de inusitado a esse respeito.

Aproveito para convidar aos leitores que se por acaso e, obviamente, às vistas prevalência ética, tiverem algo de interessante a contar, envie que teremos o máximo prazer em participar aos demais. 

Eis a curiosidade de hoje: 

Já é sabido que o homem foge do consultório e só vai ao médico se a mulher mandar. Uma pesquisa revela agora que mesmo aqueles que procuram um médico não costumam facilitar a vida do profissional.

Cerca de 30% dos pacientes mentem no consultório, estimam médicos do Hospital 9 de Julho, que realizou levantamento informal entre os profissionais relacionados à saúde masculina. Vida sexual, alimentação, sedentarismo, automedicação, tabagismo e peso --eles também querem esconder a barriga-- estão entre os temas mais delicados para os homens.

"Muitas vezes o paciente conta uma história, mas o exame físico não bate com ela", relata o urologista Anderson Kavano. "Conversamos então sobre outros assuntos e vou conduzindo a conversa. Às vezes, ele só fala o que o aflige no final da consulta."

É comum a omissão de uma relação extraconjugal no caso de uma DST (doença sexualmente transmissível) ou a ausência de queixa de desconforto na região da próstata mesmo com o crescimento acelerado da glândula. "Ele faz de tudo para não passar pelo chamado 'toque retal'. Ainda há muito tabu em torno desse exame."

Narrar aquela eventual ida à padaria como uma longa caminhada diária é outro evento recorrente no consultório. Mas, no que se refere às atividades físicas, o contrário também acontece, especialmente na frente do ortopedista: após cirurgias que requerem repouso absoluto dos membros inferiores, por exemplo, alguns pacientes juram não terem apoiado o pé no chão --mesmo que um simples raio-X mostre o contrário.

"A omissão de dados pode levar ao pedido de um exame complementar equivocado, retardando o tratamento", ressalta Kavano

Fonte: Folhaonline

Comentários: João Bosco
Grifo nosso