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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Faltam farmacêuticos em metade das farmácias do país, diz censo

O autor do Blog, aproveita o ensejo e deseja muito sucesso  aos (as) caros (as)  farmacêuticos (as) comemorado neste dia 20 de janeiro.


Metade das 97 mil farmácias e drogarias do Brasil funciona irregularmente, sem técnico responsável em horário integral. Na maioria, a falta ocorre em certas horas do dia, mas 10% delas não têm farmacêutico nunca.

Os números constam de um censo obtido com exclusividade pela Folha, que será lançado hoje pelo ICTQ (instituto de pós graduação para farmacêuticos). Lei de 1973 determina a presença do farmacêutico durante todo o tempo de funcionamento da farmácia, sob pena de multas e até interdição do local.

Entre as funções do farmacêutico estão conferir a receita do médico, orientar o consumidor sobre o remédio e prescrever remédios que não exijam receita médica.

"Em muitas farmácias, é o atendente que faz as vezes de farmacêutico. Isso expõe a população a complicações em quadros clínicos de saúde e até risco de morte", afirma Marcus Vinícius Andrade, que coordenou o estudo.


Dos 1.923 usuários entrevistados, 54% não conseguem diferenciar o farmacêutico do atendente de balcão.


Editoria de Arte/Folhapress

A maior parte das farmácias irregulares se concentra no Nordeste e no Norte. Piauí, Maranhão e Pará lideram o ranking, com 2.639 estabelecimentos sem farmacêuticos.

Para a Abrafarma (associação brasileira de farmácias) existe um déficit de ao menos 30 mil profissionais.

Hoje há 180 mil farmacêuticos registrados no país, mas 30% não trabalham em farmácias.

Atuam em laboratórios e unidades de saúde, por exemplo.

"Muitas querem contratar, mas não encontram profissionais. Tem rede reduzindo as unidades 24h porque não acha farmacêutico", diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

Já o CFF (Conselho Federal de Farmácia) nega que haja falta de profissionais e afirma que o problema é o excesso de farmácias, muitas delas funcionando de forma ilegal.

"O Brasil tem cinco vezes mais farmácia do que o necessário. Qualquer baiuca se intitula farmácia, coloca uma prateleira e começa a vender remédio", diz Walter Jorge João, presidente do CFF.

Segundo ele, há farmacêuticos suficientes e, nos próximos quatro anos, as escolas devem formar mais 80 mil.
João diz que em muitas farmácias tidas como irregulares a ausência do farmacêutico é temporária.

"Saiu para almoçar ou está férias e a farmácia não conseguiu repor", explica ele, que contesta os resultados da pesquisa. "Será que eles foram em todas as farmácias e em todos os horários para concluir isso?"

O ICTQ diz ter cruzado dados de todos os conselhos de farmácia do país com os de farmácias e drogarias. Além disso, entrevistou 1.923 usuários e 2.331 profissionais.

Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, o déficit é causado pela má distribuição dos farmacêuticos. "É o que acontece no caso dos médicos. Há uma concentração de profissionais no Sul e no Sudeste."

Em alguns Estados, a falta de farmacêuticos chegou ao Ministério Público.

Na Paraíba, onde 112 farmácias funcionam sem o profissional, algumas delas se livraram de punição porque provaram que não preenchem as vagas por falta de interessados.

"Fechar farmácias por falta de farmacêutico não é um bom negócio para a população, sobretudo nas cidades menores", diz Mena Barreto. 

Grifo nosso

Fonte: Folha de São Paulo / Cláudia Collucci

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Farmacêutico: Seis carreiras promissoras no setor

O setor farmacêutico brasileiro passou por uma revolução nos últimos anos.

Um dos motivos é a entrada dos genéricos no mercado.

O outro, é o governo como principal cliente da indústria. Silvia Carvalho, consultora sócia da Abrahams Executive Search, afirma que a demanda ficou mais exigente e a competição, acirrada.

Para corresponder a este cenário, novas profissões foram criadas e a tendência é que elas ocupem mais espaço no mercado, segundo a especialista.

Confira os cargos e o perfil ideal dos profissionais:

GERENTE DE ACESSO AO MERCADO PÚBLICO

É o profissional responsável por atuar como intermediário entre governo e indústria farmacêutica. Segundo Silvia, ele atua antes do processo de licitação, oferecendo soluções especificas de como a empresa pode ajudar no contexto de cada região.

Os requisitos são: profundo conhecimento dos medicamentos (principalmente em relação às questões técnicas mais relevantes para o governo), e domínio das políticas públicas, que podem variar em cada região. Os salários podem chegar a 25 mil reais por mês.

GERENTE DE ACESSO AO MERCADO PRIVADO

Profissional que media o relacionamento entre, de um lado, a indústria farmacêutica; do outro, das seguradoras de saúde aos hospitais.

A tarefa é, praticamente, a mesma do Gerente de acesso ao mercado público: mapear as necessidades e entregar soluções.

A combinação fundamental é saber tudo sobre os medicamentos e ter uma boa relação com os clientes. A especialista explica que se trata de um trabalho proativo. "Antes do produto ser lançado, eles já começam o trabalho de acesso”. Os salários podem chegar a 25 mil reais por mês.

Em relação aos impactos sociais e econômicos de um tratamento, segundo Silvia, o profissional deve atuar na área de farmacoeconomia e a atividade inclui estudos que mostram os custos e a duração de um tratamento se o paciente for tratado com o produto A ou B.

Os profissionais devem ser da área de Ciências Farmacêuticas e os salários podem chegar a 30 mil reais.

MEDICAL SCIENCE LIAISON (MSL)

É o profissional que faz contato com líderes de opinião na área de saúde para trocar informações sobre estudos realizados antes que um medicamento seja lançado.

Segundo Silvia, neste caso, não há abordagem comercial e não se fala sobre marca, apenas sobre moléculas.


Até pouco tempo, o cargo era ocupado exclusivamente por médicos, o que fazia com que fosse um tipo de profissional raro.

Como o mercado se abriu, segundo a recrutadora, atualmente, é possível contratar biomédicos, fisioterapeutas, biólogos, dentistas, entre outros, para a carreira. Mas, neste caso, é essencial ter um doutorado. Os salários variam entre 15 e 18 mil reais

GERENTE DE EDUCAÇÃO MÉDICA

A utilização de alguns medicamentos é tão complexo que não basta ler a “bula”. É preciso ter acesso um profissional da indústria farmacêutica que entenda, em detalhes, o modo de usar. Segundo a especialista, é quem instrui, leva informações ao médico e ensina como administrar cada medicamento”. Os salários variam de 18 a 20 mil reais.

GERENTE DE ONG

No Brasil, o cargo ainda não é muito demandado.

Mas, entre as empresas mais modernas no setor, se tornou uma peça fundamental nos projetos da indústria farmacêutica com o terceiro setor. “Ele orienta as ONGs, faz palestras sobre opções tratamentos. Não é comercial, é uma relação de cunho social”, afirma. Neste caso, os salários atingem a casa dos 15 mil reais.

Grifo nosso

Fonte: Revista Exame / Diagnsóticoweb

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