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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ministério da Saúde lança projeto para qualificar segurança dos serviços prestados a pacientes em hospitais públicos

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O Ministério da Saúde e os Hospitais de Excelência lançaram o Projeto Colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”.

 O plano que será construído por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) em parceria com o Institute for Healthcare Improvement tem como objetivo orientar os profissionais de saúde de 120 hospitais públicos quanto as melhores práticas para o cuidado da segurança do paciente nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação visa reduzir em 50% as infecções relacionadas à assistência à saúde no país, entre elas, infecção corrente sanguínea associada ao uso de Cateter Venoso Central (CVC); pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV); e a infecção do trato urinário (ITU).

Com o novo projeto em execução pretende-se evitar cerca de 8.500 acidentes adversos seguidos de morte por ano nas UTIs dos hospitais participantes.

A medida prevê também uma redução de R$ 1,2 bilhão de gastos com tempo de permanência do paciente nos leitos e com a utilização de insumos. [...]

[...] O Projeto Colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, terá duração de três anos nos 120 hospitais que deverão ser selecionados pelo Ministério da Saúde.

Essas unidades serão divididas em grupos coordenados pelos seis Hospitais de Excelência, são: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP); Hospital Beneficência Portuguesa (SP); Hospital do Coração (SP); Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS).

O investimento total do projeto será de R$ 17 milhões em isenção fiscal.

Os Hospitais que desejarem participar do processo seletivo deve se cadastrar durante o período de 4 a 16 de setembro no Ministério da Saúde.

Após o processo de cadastro, membros da pasta e dos Hospitais de Excelência farão visitas técnicas nos serviços para escolherem quais farão parte do processo.

Após escolhas das 120 unidades, cada hospital assina um Termo de Adesão para início das atividades em 2018, incluindo capacitação e qualificação de profissionais de saúde.[...]

[...] PROADI-SUS – O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), possibilita que as entidades de saúde de referência participem do desenvolvimento do SUS, transferindo tecnologias de gestão e de atenção úteis para serem adaptadas pela rede pública, além de desenvolverem pesquisas de interesse do sistema. Entre 2015 e 2017, estão em execução 132 projetos nos seis hospitais de excelência, Albert Einstein, Sírio-Libanês, Hospital do Coração, Oswaldo Cruz, Moinhos de Vento e Samaritano.

Atualmente, há 10 projetos relacionados a segurança do paciente e qualidade de serviços por meio do PROADI-SUS.

Confira AQUI apresentação completa.

Grifo nosso
Fonte: Ministério da Saúde/ Alexandre Penido da Agência Saúde
Imagem:cvmed.com.br

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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mortalidade de pacientes cirúrgicos no Brasil


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A mortalidade de pacientes cirúrgicos no Brasil alcança níveis “alarmantes”, disse o presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (Saesp), Enis Donizetti Silva, que se encontrou, nesta quinta-feira (27), com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Donizetti pediu ajuda para incluir a segurança do paciente entre as preocupações nacionais e declarou que “esse tema não tá sendo colocado, consequentemente, ele não é importante. E, se ele não é importante, nós não vamos olhar isso com o olhar que isso efetivamente merece", afirmou.

Segundo o médico, no Brasil, a morte de pessoas devido a complicações decorrentes de eventos adversos chega a ser entre três a seis vezes maior do que em países de estrutura semelhante, como China, África do Sul e Índia.

Se comparada aos Estados Unidos e países escandinavos, essa diferença “é quase que abissal”.

Nessas nações a mortalidade é de menos de 1%.

“Esse custo, essa sinistralidade associada a esses eventos, nos EUA, ela tem um custo quase praticamente de 20 % da verba total da saúde gasta com eventos adversos, e, quando a gente analisa esses eventos, 70% deles podem ser evitados, em alguns dados, mais de 80% deles podem ser evitados”, informou Donizetti.

Há 14 meses, a Sociedade de Anestesiologia de São Paulo tenta reunir organizações nacionais e internacionais, da sociedade civil, privadas e governamentais em torno do assunto.

Uma das parcerias, com a sociedade americana de anestesia, permitiu que a Saesp criasse um aplicativo denominado Sistema de Relato de Incidentes em Anestesia (SRIA).

O aplicativo pode ser baixado não só por integrantes da comunidade médica, mas por qualquer pessoa em uma loja da Google ou da Apple.

“Esse relato é anônimo, totalmente anônimo, totalmente confidencial. Não há informação nem de quem foi paciente, nem de quem foi o hospital, nem de quem foi o médico. Porque o fim desse aplicativo é juntar informação, é criar uma massa de dados”, garantiu Enis Donizetti. Os dados, reforçou, serão utilizados para trabalhar projetos educacionais.

Para ele, o universo da educação continuada na área médica ou na área da saúde no Brasil está muito aquém do número de horas que deve ser dedicado, por ano, para cada profissional.

A Saesp convidou o presidente do Senado para participar do lançamento da Fundação para Segurança do Paciente, uma associação sem fins lucrativos, que acontecerá durante um seminário internacional nos dias 5 e 6 de novembro, em São Paulo.

“Não existe nenhuma entidade hoje no país com esse foco, com esse fórum.

A ideia é que a gente tenha um foco, uma estrutura para debater ideias, para criar, estabelecer, a partir das nossas informações, criar políticas, políticas que possam ser implementadas de maneira muito práticas, muito tranquilas pelas entidades, hospitais e clínicas”, informou Donizetti.

O presidente da Sociedade de Anestesiologia também sugeriu que o Congresso Nacional proponha a criação do dia da Anestesia em 16 de outubro. A data marca a realização da primeira anestesia com sucesso no mundo, no Hospital da Universidade de Harvard (EUA), em 1846.

Renan Calheiros se mostrou solidário e se colocou à disposição para ajudar a promover a segurança do paciente no país.[...]

[...] Eu não tenho dúvida que agora ele vai colocar este tema na ordem do dia. Eu diria que minha cruzada nesses 14 meses em prol da segurança do paciente ela teve um ápice hoje. Eu acho que, a partir daqui, a gente começa a criar um novo parâmetro para esse tema”, afirmou Donizetti.


Grifo nosso
Fonte: Agência Senado
Imagem:mfrsdre.album.uol.com.br

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Elevadores de hospitais são maiores foco de bactérias do que banheiros



Um estudo realizado na Universidade de Toronto (Canadá) descobriu que os botões de elevador são uma grande fonte de transmissão de bactéria, mais até do que banheiros. O trabalho foi publicado no jornal Open Medicine.


Hospitais sofrem com as temidas infecções hospitalares (Veja aqui) e com agentes patogênicos que se espalham por todas as partes, de equipamentos a roupas. O estudo foi conduzido por três médicos que analisaram 120 botões de elevadores e as superfícies de 96 banheiros de três hospitais de Toronto.

Foram coletadas amostras nos painéis dos elevadores, assim como de maçanetas e de botões de descarga dos sanitários.

Em laboratório, foi descoberto que a prevalência de bactérias nos banheiros era de 43%, enquanto que nos elevadores esse número chegou a 61%. O resultado coloca os botões no mesmo grau de contaminação encontrado em controles remotos de hotéis e revistas que ficam em salas de recepção.

Os pesquisadores ressaltam que tanto as superfícies de banheiros como as de elevadores ainda são mais limpas do que os teclados de computadores e aparelhos de ultrassom.

Importante salientar que as bactérias encontradas nos botões dos elevadores possuem baixa patogenicidade, ou seja, as chances de que elas causem doenças são reduzidas para pessoas saudáveis, mas ainda perigosas para pacientes internados, com baixa imunidade.

Fonte: Setor Saúde
Imagem: g1.globo.com

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

CFM instala Câmara Técnica para segurança do paciente


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Medida soma esforços a outros interessados com o intuito de normatizar as atividades de segurança do trabalho do médico.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) instalou a Câmara Técnica de Segurança do Paciente, sob a coordenação do 3º vice-presidente, Emmanuel Fortes.


O grupo trabalhará nos próximos meses em normas sobre a segurança do paciente, com ênfase para o ato médico, de modo que subsidie hospitais, CRMS e seus departamentos de fiscalização.

A primeira reunião do grupo ocorreu em 16 de julho, em Brasília. Segundo o coordenador, a Câmara Técnica soma esforços a outros interessados com o intuito de normatizar as atividades de segurança do trabalho do médico. “São medidas simples e universais como a lavagem de mão, até a infraestrutura necessária para a execução e controle de seu ato especializado”, apontou Emmanuel Fortes. [...]

Fonte: Saúde Business 365
Imagem: hospitalviladaserra

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Hospital deve pagar R$ 35 mil a paciente que foi amarrada



Essa matéria abaixo exposta, diz claramente a que ponto tem chegado a judicialização da saúde e seus desdobramentos obrigando ao juiz julgar desfavoravelmente a instituição de saúde – e por extensão ao médico – face na prevalência dos casos, e não necessariamente esse, a uma denúncia carente de elementos jurídico-científicos que justifiquem a negativa da acusação.

Por outro lado, amarrar um paciente confuso e agitado por vezes faz-se necessário porém, cabe ao corpo de enfermagem o devido cuidado no sentido de protegê-lo de possíveis danos que não faça réu quem tem o direito e o dever de cuidar.

Portanto, o prontuário segue como melhor prova de convencimento quando devidamente preenchido atentando para a letra legível e a clareza nas informações e sem economias.


Eis  a matéria:

Hospital deve pagar R$ 35 mil a paciente que foi amarrada

O juiz titular da 3ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Campo Grande, Ricardo Galbiati, julgou procedente a ação movida por L.F.G.L. contra o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, condenando-o ao pagamento de R$ 35 mil de indenização por danos morais devido aos ferimentos sofridos pela autora enquanto estava internada no hospital.

Narra a autora da ação que, por volta das 15 horas do dia 1º de setembro de 2006, foi internada no hospital requerido com fortes dores musculares devido a uma intoxicação por excesso de medicamentos.

Alegou que seu esposo a encontrou adormecida e amarrada no leito hospitalar quando foi visitá-la no dia seguinte, sendo que os funcionários do hospital a desamarraram apenas depois que este pediu explicações sobre o fato ocorrido, o qual não teve nenhuma resposta coerente.

Disse ainda que acordou sentindo fortes dores em várias partes do corpo, e com feridas causadas pelas amarras feitas porque ela se contorcia involuntariamente, na qual ficou amarrada por vinte horas, mesmo sedada.

Apesar de ter se recuperado rapidamente da intoxicação que a levou ao hospital, teve que ficar internada até o dia 10 de outubro de 2006 em intenso tratamento para se recuperar das contusões e recuperar o movimento do seu braço direito.

Desta forma, pediu que o hospital réu efetue o pagamento de indenização por danos morais, uma vez que este fato lhe causou inúmeros traumas físicos e psicológicos, pois teve extensos hematomas, perda do movimento do braço direito e intensa dor física, que permaneceu ao menos até a época da ação.

Em contestação, o hospital alegou que a versão apresentada pela autora não está de acordo com o ocorrido, uma vez que o atendimento foi realizado conforme os procedimentos médicos adequados ao caso, não havendo qualquer possibilidade de omissão, imperícia ou negligência.

Sustentou que a autora chegou ao hospital intoxicada por excesso de remédios após tentativa de suicídio e que o risco aumentou devido às fortes contrações musculares involuntárias que ela apresentava, o que mostra a imobilização da autora como medida adequada para a situação.

Ao analisar os autos, o magistrado observou que o laudo pericial realizado apresenta que o hospital tomou as devidas precauções para prestar o atendimento médico à requerente a fim de evitar o seu óbito ou agravamento da situação, porém o método de imobilização combinado com a resistência da autora geraram o agravamento das lesões sofridas por ela.

Desta maneira, o pedido de indenização por danos morais foi arbitrado em R$ 35 mil, uma vez que o sofrimento da autora por conta da conduta do hospital vai durar por toda a sua vida.

Grifo nosso
Fonte: TJMS
Imagem: saoluiz.com.br

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

1/3 dos idosos internados sofre de desnutrição



Um terço dos idosos internados em hospitais do País apresenta desnutrição, segundo estudo realizado pela empresa Nestlé Health Science em parceria com universidades e hospitais brasileiros e obtido com exclusividade pelo Estado.

Os pesquisadores avaliaram as condições de saúde de 19.222 pacientes internados em 110 hospitais brasileiros de 15 Estados, entre 2010 e 2012.

Os especialistas verificaram que 30,8% dos maiores de 60 anos estavam desnutridos e outros 38,4% apresentavam risco de desenvolver o problema.


Entre os adultos, 18,3% apresentavam risco de desnutrição ou desnutrição moderada e 5,7% tinham o problema em nível grave. [...]


[...]  A desnutrição dificulta a evolução do paciente internado e, muitas vezes, prorroga o tempo de internação, aumentando o risco de infecção hospitalar e de outras complicações.

Por meio da pesquisa, os especialistas identificaram que a própria rotina hospitalar aumenta o risco. "Muitas vezes, o paciente fica horas em jejum para um exame, que depois acaba cancelado. Ou, então, a própria doença o deixa sem apetite", diz Monica Meale, gerente executiva da Nestlé Health Science.

Ela diz que o ideal é que o paciente, sobretudo o idoso, seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar, com a presença de um nutricionista. "Às vezes, para melhorar o quadro, é necessário fracionar as refeições.

Em outros casos, é preciso inserir uma suplementação. A família deve exigir do hospital esse cuidado", diz. / F.C.

Grifo nosso

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

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sexta-feira, 21 de março de 2014

Ministério da Saúde lança documento de referência para segurança do paciente


O documento foi elaborado em parceria pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Fundação Oswaldo Cruz, com a colaboração do Comitê de Implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente.

O Comitê tem a participação dos assessores da Presidência do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Tarcísio José Palhano e Josélia Frade, além de representantes de várias entidades, entre os quais o farmacêutico Mário Borges, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas gerais.[..]

O Documento, como o próprio nome diz, traz todas as referências sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).

O Programa foi lançado em abril de 2013, com o objetivo de prevenir e reduzir o número de eventos adversos e incidentes que resultam em danos ao paciente nos serviços de saúde públicos e privados.

São considerados incidentes e eventos adversos, as quedas, administração incorreta de medicamentos e erros, entre outros.

Todos os hospitais do País estão obrigados a montar equipes específicas – chamadas de Núcleo de Segurança do Paciente – para aplicar e fiscalizar regras sanitárias e protocolos de atendimento que previnam falhas de assistência. [...]

 [...] As RDCs 36/2013 e 53/2013 integram o elenco de medidas do Programa, que tem como princípios norteadores a melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso de tecnologias da saúde; a disseminação sistemática da cultura de segurança; a articulação e a integração dos processos de gestão de risco e a garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde. [...]


[...] Na história – Segundo descreve o Documento de Referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), os órgãos e serviços de transfusão de sangue, de controle e prevenção da infecção associada ao cuidado em saúde e de serviços de anestesia podem ser considerados pioneiros em medidas que promovem a segurança do paciente no Brasil.[...] 

Grifo nosso

Fonte: ANVISA / Conselho Federal de Farmácia

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Teste que detecta mais rápido o vírus HIV e da hepatite C em sangue de doadores passa a ser obrigatório

A partir de ontem (13)  é obrigatória a realização do Teste de Ácido Nucleico (Nat) em todas as bolsas de sangue coletadas pelos bancos de sangue públicos e privados do país.

O kit Nat já era oferecido em 100% dos bancos públicos brasileiros e agiliza a identificação dos vírus HIV e da hepatite C no sangue de doadores.

O exame reduz em média de 35 para 12 dias a janela imunológica –  tempo em que o vírus permanece indetectável – no caso da hepatite C e de 22 dias para dez dias, no caso do HIV.

O presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Dimas Tadeu Covas, é importante que os órgãos responsáveis garantam a aplicação do teste em todo sangue a ser transfundido no Brasil.

“Agora a Vigilância Sanitária, por meios dos órgão municipais, deve observar essa necessidade.

Não seria admissível haver sangue com e sangue sem Nat, após essa portaria. Quem não respeitar a normativa estará fora da lei”, disse o médico.

Para Covas, o próximo passo agora é que Nat inclua também o vírus HBV, da hepatite B, doença transmissível por relações sexuais, contato com sangue e materiais cortantes infectados.

“A ABHH luta há mais de dez anos para que essa medida fosse implementada, então é um enorme avanço para a segurança transfusional no país.

Mas continuamos lutando para que o Nat seja ampliado para incluir a hepatite B, que é tão importante quanto a hepatite C”.

O médico informou que com base nas prevalências sorológicas, a estimativa é de que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo tenham hepatite B e 300 milhões apresentem infecção crônica por este vírus, sendo 600 mil o número das mortes decorrentes direta ou indiretamente desta infecção.

No Brasil, a estimativa é de que cerca de 800 mil pessoas tenham o vírus tipo B.[...]

[..] De acordo com o Ministério da Saúde, de 1999 a 2011 foram notificados 343.853 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença.

A hepatite A é a mais comum (138.305), seguida da B (120.343), C (82.041), D (2.197) e E (967). A maior parte dos casos notificados no período foi registrada nas regiões Nordeste (31,2%) e Norte (23,3%).


Crianças menores de 13 anos representam o grupo mais acometido pela Hepatite A e compreendem 75,6% dos casos notificados no país.

Grifo nosso

Fonte: Agência Brasil / Saúde Jur

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