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sexta-feira, 29 de julho de 2016

CFM ouvirá comunidade de Telemedicina para reformulação de normas éticas

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) ouvirá a comunidade que lida com Telemedicina – médicos, professores, especialistas em Informática em Saúde etc. – para reformular a Resolução 1.643/2002, principal diretriz ética que rege o uso das metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Durante o I Fórum de Telemedicina promovido pelo CFM, nesta terça-feira (19), o conselheiro Aldemir Humberto Soares, responsável pelas áreas de Telemedicina e Informática em Saúde no CFM, declarou oficialmente abertos os trabalhos de revisão da norma, considerada um marco e bastante à frente de seu tempo quando foi editada.

“Por conta da rápida evolução tecnológica verificada nos últimos anos, precisamos atualizá-la. E esse trabalho começa hoje. Não queríamos fazer isso aqui dentro fechados e simplesmente publicar para a sociedade, queremos agregar novas vozes”, disse Soares.[...]

[...]Foram apresentadas algumas das principais iniciativas do país e promovidas amplas discussões científicas, normativas e sociais.[...]

[...]Principais discussões – A Telemedicina não veio para romper os parâmetros existentes e descaracterizar a atividade médica, pelo contrário, veio para aprimorá-los. A opinião é do professor da Universidade de São Paulo (USP), Chao Lung Wen, que se decida à área há pelo menos 20 anos.

O professor comentou as principais pesquisas indexadas no PubMed (banco americano de literatura científica) usando termos como “mobile health” e “telemedicine”, que somam quase 60 mil resultados e demonstram a vasta aplicabilidade e interesse científico nesse tipo de tecnologia. Alguns exemplos são os ultrassons portáteis, os dispositivos baseados em smartphones, as roupas inteligentes, a radiologia e a didática e os recursos da computação gráfica 3D, para citar alguns.

Uma preocupação para quem utiliza as metodologias interativas de comunicação na área médica é que esse método ofereça o maior benefício possível ao paciente. “O impacto assistencial e educacional tem que ser sustentado pela evidência científica”, disse Wanderley Bernardo, coordenador do Projeto Diretrizes da AMB. Ele defendeu mais revisões sistemáticas de alta qualidade para oferecer mais consistência das evidências e aumento do nível de certeza. “É essencial estudarmos e demonstrarmos o benefício, do mesmo modo que estudamos antibióticos, cirurgias e quaisquer outros procedimentos médicos”, enfatizou.

Outro aspecto bastante presente quando se trata da Telemedicina é a segurança na transmissão de dados, identificação e autenticação. Ruy Ramos, do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e Jean Martina (UFSC) falaram sobre o uso da certificação digital para atender aos principais quesitos de segurança técnica e jurídica.

O ITI já emitiu, desde 2011, mais de 14 milhões certificados digitais, 40% deles para pessoas físicas (que os usam nas áreas médica, tributária e fiscal, por exemplo). “A certificação digital é hoje a tecnologia mais segura e está mais presente do que pensamos, em aplicações simples do cotidiano, como o próprio Whatsapp”, disse Ramos.

Jean Martina, do Laboratório de Segurança em Computação (LabSEC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) defendeu que a assinatura digital precisa superar alguns entraves operacionais (como problemas com a leitora ou token, desatualização de softwares etc.). Para isso, o LabSEC/UFSC está desenvolvendo um tipo de assinatura com mecanismo de autenticação flexível.

“Esse sistema tem suporte na nuvem com menos componentes adicionais de software e hardware”, explica Jean.[...]

[...]Experiências – As experiências em Telemedicina que estão sendo aplicadas por gestores, em universidades e hospitais também foram apresentadas e discutidas.

Os participantes conheceram a experiência do Núcleo de Telessaúde do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (apresentada pela professora Magdala de Araújo Novaes), do Núcleo Universitário de Telessaúde da Universidade Federal do Paraná (apresentada pelo professor Miguel Ibraim Abboud) e do Núcleo Livre de Telemedicina e Telessaúde da Universidade Federal de Goiás (apresentada pelo professor Alexandre Chater Taleb).[...]

[...]A Câmara Técnica de Telemedicina e Informática em Saúde do CFM considerou promissor o resultado do evento e prepara agora, além do encaminhamento das discussões sobre a revisão da Resolução 1.643/2002, o início os trabalhos sobre o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), ferramenta que precisa ser de alta qualidade e segura e para auxiliar o médico no registro da história clínica e exame físico, bem como na solicitação de exames e prescrição. “Discutiremos normas, padrões e regulamentos para aprimorar as diretrizes existentes para o PEP”, diz Aldemir Humberto Soares.

Grifo nosso
Fonte: CFM
Imagem:pdt.org.br

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Telemedicina avança na França

e-saude


Assistência a pacientes com dificuldades de locomoção e redução de gastos como benefícios

O avanço das tecnologias de informática e de comunicação são ferramentas eficazes na redução dos custos hospitalares e na melhora da assistência médica.

Com essa visão, o Ministério da Saúde da França pretende reformular o setor no país.

Para  o presidente da Sociedade Francesa de Telemedicina, Dr. Pierre Simon a telemedicina “é uma ferramenta que irá reduzir significativamente os custos hospitalares.

A insuficiência cardíaca, por exemplo, atinge 300 mil pessoas na França, que perdem em média de 12 a 13 dias por ano no hospital”. 

Segundo ele “com a ajuda da telemedicina preventiva podemos reduzir o tempo médio de internação para 3 ou 4 dias e fazer uma poupança de mais de € 1 bilhão por ano”.

O projeto governamental de telemedicina fará gestão de doenças crônicas através de áreas prioritárias, identificadas pelo governo em 2011: fornecer atendimento remoto permanente, oferecer suporte para pacientes com seqüelas de AVC, dar assistência médica a detentos, às estruturas sociais e em casa.

A ferramenta atua como um serviço de aperfeiçoamento da assistência médica, muito eficaz para situações em que o paciente se encontra sem condições de ser atendido de forma pessoal. “Sem a telemedicina, quem vive 30 ou 40 quilômetros longe do primeiro posto de saúde deve se deslocar de carro ou chamar uma ambulância. Além de gastar em transporte, a distância é uma barreira para cuidados regulares”, analisa o especialista, em entrevista ao diário Le Figaro.

Um exemplo dessa gestão é o Hospital Montpellier, que oferecerá a partir de setembro o “e-dente”, uma teleconsulta odontológica.

Financiado pela agência de saúde (ARS) da região do Languedoc-Roussillon, o projeto conta com cinco câmeras de luz fluorescente que destacam cáries e inflamação gengival, que serão tratadas por um profissional de saúde treinado, diretamente no local.

Uma vez que as imagens são enviadas para um servidor, um dentista acessa a partir de seu hospital e faz a consulta à distância, enviando posteriormente uma recomendação de consulta.

Desde 2010, os projetos e-Saúde têm crescido na França, com mais de mil médicos utilizando esses sistemas operacionais, seja por meio de salas especialmente estruturadas, smartphones ou tablets.

A projeção é que 2015 será “um ano de pleno desenvolvimento das aplicações da telemedicina”, considerou Simon, lembrando a importância de adaptação à tecnologia.

Fonte: Setor Saúde
Grifo nosso
Imagem: Reprodução

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