quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Novo curso de Medicina em Serra Pelada (UEPE)

Construção do campus próprio ainda não tem previsão para começar.

O curso de bacharelado em medicina, da Universidade de Pernambuco (UPE), em Serra Talhada, Sertão pernambucano, começou na quarta-feira (14/01).

Participaram da aula inaugural o governador Eduardo Campos, o reitor administrativo da UPE, Pedro Falcão e o  Diretor Geral do Multicampi UPE Garanhuns, Caruaru, Arcoverde, Serra Talhada e Salgueiro, Clóvis Gomes Júnior.

A primeira turma conta com 20 alunos que devem assistir as aulas na Autarquia Municipal de Serra Talhada,  enquanto a UPE não instala o próprio campus. Este é o primeiro curso de medicina do Sertão.

De acordo com a assessoria de imprensa da UPE, as obras para a construção do Campus da UPE em Serra Talhada não tem previsão para começar.

O Campus deve ser construído em frente a atual sede da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Durante a aula inaugural, o governador do estado garantiu a liberação dos recursos.

Por enquanto, a instituição contará com a estrutura da Autarquia Municipal e as aulas práticas serão realizadas nos Postos de Saúde da Família disponíveis na cidade.

Esse é o segundo curso de bacharelado em medicina oferecido pela UPE no interior do Estado.

O curso também está disponível no Campus Garanhuns da instituição e tem por objetivo formar o profissional para à assistência à saúde em níveis individual e coletivo, de acordo com as necessidades de saúde da população.


A formação oferecida pelo habilita o médico para a atuar na comunidade, em ambulatórios, emergências, enfermarias, centros cirúrgicos e obstétricos, nas cinco áreas básicas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Clínica Toco ginecológica, Clínica Pediátrica e Saúde Coletiva.

Grifo nosso

Fonte: Escolas Médicas

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cubana deixa Mais Médicos e diz que vai pedir asilo político ao Brasil

Integrante do Mais Médicos, a cubana Ramona Matos Rodriguez, 51, deixou o programa e anunciou na noite desta terça-feira (4) que vai pedir asilo político ao Brasil.

Ela disse que vai permanecer refugiada na liderança do DEM na Câmara dos Deputados, aguardando uma decisão do governo brasileiro, já que está sendo "perseguida pela Polícia Federal".

Clínica-geral, ela chegou ao país em outubro e atuava em Pacajá, no Pará.

Ela diz que deixou a cidade no sábado e seguiu para Brasília após descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao que ela recebia pelos serviços prestados.
A médica cubana Ramona Rodriguez, 51, anunciou que vai pedir asilo político ao Brasil.

A cubana alega ainda ter sido enganada sobre a possibilidade de trazer seus familiares ao país.

Ramona foi apresentada nesta terça no plenário da Câmara por líderes do DEM.

Em entrevista, ela contou que recebia por mês US$ 400 para viver no Brasil e outros US$ 600 seriam depositados em uma conta em Cuba, que só poderiam ser movimentados no retorno para a ilha.

A médica não revelou como chegou à capital federal nem como foi feito o contato com os deputados da oposição.

Ela contou, porém, que decidiu procurar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) depois de fazer uma ligação para uma amiga no interior do Pará e ser informada que a Polícia Federal já tinha sido acionada para buscar informações sobre seu paradeiro, sendo que agentes teriam procurado seus conhecidos na cidade.

Ela não deu detalhes de como chegou ao deputado e disse que se sente enganada por Cuba.

A médica mostrou um contrato com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, indicando que não houve acerto entre o Ministério da Saúde e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde)

"Eu penso que fui enganada por Cuba. Não disseram que era o Brasil estaria pagando R$ 10 mil reais pelo serviço dos médicos estrangeiros. Me informaram que seriam US$ 400 aqui e US$ 600 pagos lá depois que terminasse o contrato. Eu até achei o salário bom, mas não sabia que o custo de vida aqui no Brasil seria tão alto", afirmou a cubana.

Ela disse que tem uma filha que também é médica em Cuba e que sente receio pela situação dela. Romana afirmou que já trabalhou em uma missão de Cuba na Bolívia por 26 meses.

A médica disse ainda que enfrentava problemas para se deslocar entre cidades brasileiras, tendo sempre que avisar a um supervisor cubano, que ficava em Belém.

Ronaldo Caiado afirmou que a liderança do DEM na Câmara será a embaixada da liberdade para os médicos cubanos.

Ele afirmou que sua assessoria prepara para amanhã o pedido de asilo da médica ao governo brasileiro e que irá pessoalmente conversar sobre o caso com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

"O DEM se coloca à disposição com estrutura física e jurídica", disse.

Os oposicionistas disseram que vão arrumar um colchão e as condições necessárias para que ela permaneça no local.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que não vai interferir no caso porque a liderança é um espaço de cada partido.


Vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos tem o objetivo de aumentar a presença desses profissionais no interior do país, em postos de atenção básica, e para isso permite a atuação de médicos sem diploma revalidado em território nacional.

Atualmente, cerca de 7.400 médicos cubanos estão selecionados para atuar no país.

Grifo nosso

Fonte: Folha de São Paulo / Márcio Falcão

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Vacinação contra vírus HPV divide opinião de médicos

Especialistas em saúde da família colocam em dúvida a segurança e a eficácia.

Em março, vacina que protege contra câncer de colo de útero será ofertada pelo governo a meninas de 11 a 13 anos.

A quase um mês do início da vacinação de meninas contra o vírus HPV em escolas e postos de saúde, um grupo de ao menos 28 médicos de saúde da família se diz contrário à imunização, gerando conflito com outras especialidades médicas.

Eles levantam dúvidas sobre a segurança da vacina e dizem que faltam evidências científicas de que ela vá mesmo proteger a mulher contra o câncer de colo de útero.

O Ministério da Saúde e três sociedades médicas (pediatria, ginecologia e de imunização) rebatem as críticas e garantem que a imunização é eficaz e segura.

A vacina, que será ofertada a partir de 10 de março a meninas de 11 a 13 anos, é recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Estudos clínicos feitos até o momento demonstram que ela é eficaz contra verrugas e lesões genitais causadas pelo HPV.

O vírus (tipos 16 e 18) está relacionado a 70% dos casos de câncer uterino.

"O câncer de colo mata, mas a vacina não demonstrou até o momento que evitará essas mortes. Ela previne as verrugas e lesões no colo do útero, que não matam. A maioria absoluta delas regride", afirma o médico de família Gustavo Guzzo, professor de clínica geral da USP.

As lesões com chances de evoluir para câncer podem ser detectadas em exame papanicolaou, que deveria ser mais abrangente e eficiente no país, diz Rodrigo Lima, médico de família em Recife (PE).

"A vacina e o papanicolaou são estratégias complementares, não excludentes.

A grande maioria das mulheres, independentemente do nível socioeconômico, não tem organização para fazer exames rotineiros de papanicolaou", rebate o médico Gabriel Oselka, da Sociedade Brasileira de Imunizações.
Para ele, o efeito da vacina na redução dos casos de câncer e na mortalidade ocorrerá a longo prazo.

O tumor é a quarta causa de morte por câncer em mulheres--são 9.000 por ano.

Os médicos de família também questionam a segurança da vacina.

Em países como Espanha, EUA e Japão há relatos de reações graves, como paralisias e mortes. Mas não foi comprovada a relação desses eventos com a vacina.

Desde agosto, o Japão não recomenda mais a vacina.

"Só de imaginar uma filha minha com paralisias causadas por uma vacina dessas, descarto a ideia rapidinho", diz Lima.


Nilma Neves, da Febrasgo (federação das sociedades de ginecologia e obstetrícia), diz que a vacina é segura e que as reações graves podem ter sido apenas coincidência.

Famílias também divergem sobre vacina

Parte das mães consultadas pela reportagem diz que boicotará a imunização; outra parte apoia a medida do governo.

Mãe teme que vacina seja vista como autorização para início da vida sexual da sua filha, de 11 anos.

Não é só da parte de alguns médicos que o Ministério da Saúde deve enfrentar resistência na campanha de vacinação contra o HPV.

A vacina ainda provoca dúvidas entre os pais e alguns dizem que vão se opor à vacinação de suas filhas.

Na última semana, a Folha visitou quatro escolas públicas e privadas em São Paulo e conversou com 20 mães.

Doze já decidiram que vão autorizar a vacinação, cinco dizem que vão se opor e três ainda não se decidiram.

A psicóloga Malu Feitosa, 49, é uma que já bateu o martelo: a filha H, 11, não será vacinada. A decisão foi amadurecida nos últimos seis anos.

"Quando ela tinha cinco anos, a médica da clínica de vacinação disse que, aos nove, ela já deveria tomar a primeira dose da vacina contra o HPV. Fiquei em choque."

Segundo ela, no início, o primeiro pensamento foi de que a vacina seria uma espécie de "autorização" para o início precoce da vida sexual.

Malu diz que, com tempo, foi conversando com a filha e o marido, e a conclusão foi de que até os "15, 16 anos, não haverá vacinação".

"A vida sexual envolve responsabilidade.

A vacina previne contra o HPV, mas não contra outras doenças sexualmente transmissíveis, gravidez.

Quando ela tiver responsabilidade para começar uma vida sexual, ela vai tomar a vacina. Até lá, vou dar a formação e a educação."

Já a também psicóloga Alessandra Chohfi, 40, não vê a hora de a campanha começar e a filha J., 11, ser vacinada contra o HPV. "Se tivesse vacina para todas as doenças sexualmente transmissível, eu daria todas", afirma.

"Camisinha estoura, acidentes acontecem, enquanto eu puder proteger minha filha de qualquer coisa que seja, eu farei isso. Eu não tenho controle sobre as coisas que podem acontecer com ela."

Alessandra diz que ainda não conversou a filha sobre a vacina contra o HPV. "Como não conversei sobre a da caxumba ou da poliomielite."

Ela diz que a filha só não foi imunizada ainda devido ao alto custo da vacina nas clínicas privadas.

"Tínhamos outras prioridades, e isso ficou em segundo plano, até porque a J. ainda é uma criança. Não cogita nem beijo na boca ainda", diz a mãe de J., que estuda na rede privada.

Ministério prevê impacto positivo em até 30 anos

O secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que a vacina contra o HPV terá um impacto da prevenção de mortes que será observada "daqui a 20, 30 anos".

"É verdade que falta evidência, mas, por outro lado, é difícil dizer que isso não vá ocorrer, já que a vacina previne grande parte das infecções causadas pelo HPV."

Ele continua. "Esse argumento [dos médicos de família] de que ela não previne mortalidade não faz sentido.

Se o HPV é responsável pelo câncer de útero, por que eu devo espera três décadas para começar a usar a vacina que já pode estar protegendo essas meninas? Não seria eticamente aceitável."

Outro benefício da vacinação contra o HPV observada em países que já a adotam há mais tempo é o chamado "efeito rebanho de imunidade coletiva". "Ela está reduzindo a prevalência do vírus entre meninos e meninas mais velhas", diz ele.

Barbosa afirma que não há nenhum relato comprovado de morte ou de sequelas graves relacionadas à vacina.

Nem no Japão, que deixou de recomendá-la após o registro de efeitos adversos graves, foi possível comprovar a relação deles com a imunização, segundo ele.

"Pode ter sido um lote ou algo que circulou naquele momento da vacinação. Outros países, com sistemas rigorosos de vigilância, não registraram nada grave", diz.

Segundo ele, o desafio é estabelecer uma relação causal entre esses eventos e a vacina.

"Quando você vacina milhões de pessoas, na semana seguinte, muitas vão parar no hospital ou até morrer por razões que nada tem a ver com a vacina. Mas é preciso notificar e investigar cada um desses casos", afirma

IMPACTO

Mauro Romero Passos, chefe do setor de DST (Doença Sexualmente Transmissíveis) da Universidade Federal Fluminense, lembra que as doenças causadas por HPV vão além do câncer de colo e que a vacina terá um grande impacto sobre elas também.

Verrugas genitais, cânceres de cabeça e pescoço, de vulva, de vagina, de pênis, de ânus e de esôfago também estão associados ao HPV.

Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério, o início exato da vacinação em cada cidade vai depender do calendário estabelecido localmente.

O município de São Paulo, por exemplo, ainda não definiu quando e como será a vacinação, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Barbosa afirma que o esquema vacinal adotado no país será o "estendido", em que a segunda dose é dada seis meses após a primeira, e a terceira dose é aplicada cinco anos após a primeira.

Na rede privada, a segunda dose é dada dois meses após a primeira.

O secretário explica que a estratégia brasileira é nova e já adotada por outros países, como a Suíça, como forma de estender a imunidade.

Fonte: Folha de São Paulo / Cláudia Collucci

Grifo nosso

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Portaria institui serviço de referência para tratar câncer de útero e de mama

Portaria de nº 189/14 do Ministério da Saúde publicada ontem (03/02) no Diário Oficial da União institui o Serviço de Referência pra Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer de Colo de Útero e também o Serviço de Referência para Diagnóstico de Câncer de Mama.

De acordo com a publicação, os programas têm como objetivo fortalecer ações voltadas ao diagnóstico precoce e à confirmação do câncer de colo de útero e do câncer de mama.


O texto trata também dos respectivos incentivos financeiros de custeio e de investimentos para a implantação dos serviços. A portaria já consta em vigor. 

Fonte: Agência  Câmara

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AGU assegura regras para revalidação de diplomas estrangeiros de medicina

A Advocacia-Geral da União (AGU) impediu que a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) fosse obrigada a realizar, em outras instituições de ensino, os estudos complementares exigidos pela Instituição para a revalidação de diplomas expedidos por escolas de medicina estrangeiras.

Na ação ajuizada contra o reitor e o diretor da Faculdade de Medicina da UFMT, as procuradorias da AGU demonstraram que o processo de revalidação de diplomas é composto de três etapas.

A primeira é análise da equivalência de currículos; na segunda, não havendo equivalência, o candidato é submetido a prova para aferição de conhecimentos; e no terceiro os candidatos que não tiveram êxito na prova podem concorrer a vagas destinadas pela Universidade para a realização de estudos e estágio complementares.

Mesmo com as regras, algumas candidatas, insatisfeitas por terem sido reprovadas nas etapas, alegaram que a Resoluçãonº 1/2002 do Conselho Nacional de Educação define que o candidato reprovado no exame de proficiência realize “estudos complementares na própria universidade ou em outra instituição que ministre curso correspondente”.

Por isso, de acordo com elas, a Instituição teria que realizar os estudos complementares.

Contestando a afirmação, os procuradores defenderam que as autoras interpretaram incorretamente a Resolução, pois ela não assegura ao candidato o direito subjetivo de realizar o estágio complementar em outra escola de medicina, quando a universidade pública responsável pela avaliação não oferecer vagas suficientes a todos os candidatos reprovados.

 Segundo a AGU, a norma estabelece que os candidatos reprovados nas duas fases anteriores – avaliação de equivalência e prova de conhecimentos teóricos e práticos – somente poderão exercer a medicina se realizarem estudos complementares dirigidos ou estágio supervisionado.

Segundo as unidades da AGU, a universidade pública responsável pelo processo de revalidação não está obrigada a oferecer vagas de estágio a todos os candidatos reprovados e a criar vagas suficientes para atender a todos os alunos egressos do ensino médio interessados em exercer a medicina.

Decisão

Acolhendo os argumentos da AGU, a 8ª Vara Federal/MT negou o pedido das candidatas, sob o fundamento de que as universidades brasileiras não estão obrigadas a revalidar diplomas automaticamente se o candidato não preenche os requisitos necessários.


Atuaram no caso, a Procuradoria Federal no estado do Mato Grosso (PF/MT) e a Procuradoria Federal junto à UFMT, unidades da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU.

Ref.: Mandado de Segurança nº 16772-20.2012.4.01.3600 – 8ª Vara Federal/MT. 


Grifo nosso

Fonte: AGU / Saúde Jur 



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Audiência discute criação de Comitê Gestor para a Rastreabilidade de Medicamentos

Cerca de 240 pessoas participaram da audiência pública sobre o sistema de Rastreabilidade.

O objetivo foi discutir a criação de um Comitê Gestor que possa gerir, monitorar e acompanhar a implantação do sistema e encaminhar providências necessárias para a consolidação do Sistema Nacional de Controle de Medicamento (SNCM), mais conhecido como Rastreabilidade.

De acordo com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, “a consolidação do sistema será mais exitosa na medida em que permitimos uma presença mais organizada dos setores envolvidos e que precisam cumprir a norma”, defendeu Barbano.

Ele espera ainda que o comitê proponha medidas para a ampliação do sistema no futuro, já que está previsto que a rastreabilidade seja feita até o consumidor final.

Outra tarefa importante do Comitê será a definição de parâmetros para a integração da rastreabilidade com o sistema de medicamentos controlados, o SNGPC.

A proposta da Anvisa é pela criação de um comitê interdisciplinar e intersetorial coordenado pela Anvisa e com cerca de 21 participantes da cadeia produtiva, academia, governo e usuários.

 O trabalho deve começar já na primeira quinzena de fevereiro.

A principal questão levantada pelos participantes foi sobre a composição do comitê e a necessidade de que represente de forma equilibradas todos os segmentos envolvidos com o tema.


A Anvisa vai analisar nos próximos dias as sugestões encaminhadas para que as entidades possam indicar seus representantes nos comitês. 

Grifo nosso

Fonte: ANVISA

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

EUA investigam segurança da reposição de testosterona

A FDA (agência que regula alimentos e remédios nos EUA) acaba de iniciar uma investigação sobre a segurança do uso de testosterona com prescrição médica.

O anúncio foi motivado por dois estudos independentes publicados recentemente.

Ambos indicaram que os homens que fazem uso de produtos para reposição do hormônio têm maior risco de sofrerem infarto, derrame cerebral e morte.

A agência americana informou que, enquanto conduz as investigações, as pessoas que usam a testosterona não devem interromper o tratamento sem antes conversar com seus médicos.


A FDA também reforçou o pedido para que pacientes e profissionais de saúde relatem eventuais efeitos colaterais percebidos no uso dessa medicação.


"Os profissionais de saúde devem considerar se os benefícios dos tratamentos com testosterona aprovados pela FDA deverão ultrapassar os potenciais riscos do tratamento", alertou a agência em comunicado oficial.

Nos EUA, a testosterona está aprovada em diversas apresentações, como injeções, adesivos e até mesmo em gel.

No Brasil, estão disponíveis produtos de reposição masculina injetável e, desde fim do ano passado, em formato de desodorante.

SUSPEITAS

Os dois trabalhos citados pela FDA foram publicados em um curto intervalo de tempo.

Em novembro de 2013, um grande estudo no periódico "Jama", da Associação Médica Americana, indicou que homens mais velhos, muitos com histórico de doença cardíaca, tiveram um aumento de quase 30% em mortalidade, ataques cardíacos e derrames cerebrais após usarem a testosterona.

Na última quarta-feira, um trabalho publicado no periódico "PLoS One" acompanhou cerca de 56 mil homens idosos e de meia idade que receberam receitas de testosterona entre 2008 e 2010.

O trabalho comparou a taxa de ataques cardíacos desse grupo em dois momentos: um ano antes da prescrição médica e três meses depois das receitas.

Os homens com mais de 65 anos tiveram risco duas vezes maior de ataque cardíaco depois de iniciar o tratamento com o hormônio, assim como os homens mais jovens com histórico prévio de doenças cardíacas.
Segundo especialistas, a queda no nível de testosterona é um processo natural, que começa gradualmente em torno dos 40 anos.

Pesquisas indicam que um percentual muito baixo de homens chega a apresentar sintomas claros dessa redução, como a diminuição da libido e ondas de calor. São para esses casos, de níveis baixos e com sintomas, que se recomenda a reposição.

EM ALTA

Estudos recentes têm mostrado que o uso do hormônio aumentou na última década, inclusive entre homens que não se encaixam nesse perfil.

Trabalho em 2013 no "Jama Internal Medicine",mostrou que o número de idosos e homens de meia-idade que recebeu receitas do hormônio triplicou desde de 2001. Cerca de um quarto deles não havia feito testes para verificar os níveis de testosterona antes de receber a prescrição.

Além dos potenciais riscos apontados pelos novos estudos, a reposição tem outros problemas. Doses exageradas podem causar crescimento das mamas, toxicidade hepática, maior risco de hipertensão e apneia do sono.

Fonte: Folha de São Paulo

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