sexta-feira, 27 de junho de 2014

CFM contesta novas diretrizes curriculares de medicina


Logo do CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) contesta as mudanças e a maneira como foram determinadas as novas diretrizes curriculares em medicina. Mauro Luiz de Britto Ribeiro, conselheiro ​representante do Mato Grosso do Sul no CFM, chama atenção que as diretrizes de 2001 foram discutidas durante ​10 anos e que as novas mudanças foram elaboradas ao longo de seis meses. “Foi uma discussão feita às pressas e sem debate com profundidade necessária com as entidades médicas, academias e a sociedade.

É preciso entender que a má formação dos médicos na atualidade decorre da abertura indiscriminada de escolas, muitas delas sem a menor condição de funcionamento.

Não é com novas diretrizes que estes problemas e deficiências serão solucionados”.

As novas diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina entraram em vigor nesta semana (23/06), com a publicação da Resolução 3/2014 no Diário Oficial da União (DOU).

Algumas regras ditadas pela Resolução 3/2014 a serem implementadas até 12/2018:

·         Criação de 12 mil vagas de graduação e consequentemente, de residência médica;

·         Estágio obrigatório no SUS na atenção básica e no serviço de urgência e emergência;

·         Internato deve ter a duração mínima de dois anos, com 30% da carga horária cumprida no SUS;

·         Os estudantes serão avaliados pelo governo a cada dois anos,  prova será elaborada pelo Inep (responsável pela avaliação do ENEM).

Para o conselheiro não existe estrutura física hospitalar e de preceptora para atender esses chamamentos: “Observamos que faltam critérios para que essas escolas funcionem. O que já encontramos são estruturas limitadas, sem laboratórios, hospitais de ensino e professores capacitados (especialistas, mestres e doutores)”​, disse​.

A avaliação feita pelo INEP será obrigatória e o resultado será contado como parte do processo de classificação para os exames dos programas de residência médica.

O Inep tem dois anos para começar a aplicar a avaliação.​

​Nos últimos 24 anos, o número de escolas médicas passou de 83 para 234 (aumento de 282%).

Desde 2011, passaram a funcionar 57 deles (51% privados).

Este quadro ​coloca o Brasil em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da Índia, país com população seis vezes maior e​ que tem​ 381 escolas.

Grifo nosso

Adaptação: João Bosco

Fonte: CFM

Curta e compartilhe no Facebook

Sem comentários:

Enviar um comentário