Pode-se atribuir essa
temível queda à vários fatores porém, considera-se crucial destacar a falta de
apoio do governo no que tange ao ensino superior e pesquisa no Brasil que
envolve alguns fatores a apontar:
- instalações físicas das unidades de ensino malcuidadas e malconservadas;
- laboratórios desestruturados;
- legislação atual que dificulta sobremaneira a obtenção de cadáveres para um estudo de anatomia mais qualificado;
- sucateamento dos hospitais universitários inclui-se aí, falta de insumos e leitos sobrecarregando o discente interno;
- aparelhamento da gestão em detrimento aos concursados gestores de carreira;
- desinteresse dos parcos mestres em lecionar contando com baixos salários e pouca condição à dedicação de um trabalho mais apurado e qualificado;
- não substituição do pessoal administrativo e/ou docentes que aposentam, gozam período de férias, sob licença médica ou maternidade e,
- certeza que o discente enfrentará aos menos 02 meses de greve por ano.
Entretanto, não raro é
publicado a inauguração de mais uma unidade ou anexo de uma instituição de
saúde ou ampliação do hospital universitário porém, o mobiliário, os equipamentos e, principalmente os funcionários
administrativos e do corpo clínico não são contratados a contento.
Afirma-se com grande margem
de convicção que não só de prédios vivem os hospitais e as escolas de medicina.
Certamente,
a educação de uma nação capitalista com viés ideológico comunista, *torna-se um
diálogo entre cegos e surdos, na encruzilhada do impasse. Não anda nem desanda.
Eis a matéria:
Matrículas
nas faculdades de medicina desaceleram, aponta Censo
O ritmo de crescimento das matrículas nas faculdades de medicina do Brasil está em queda --e fica aquém da média dos cursos de graduação.
A informação consta de dados
parciais do Censo da Educação Superior, referentes a 2012, divulgados ontem
pelo Ministério da Educação.
Entre 2011 e 2012, a
elevação de matrículas de medicina foi de 3,24% --em 2010, a alta chegava a
quase 7%.
Essa desaceleração foi um
pouco mais acentuada do que a da média da graduação.
Considerando todos os
cursos, a alta foi de 7,14% em 2010 e de 4,42% em 2012.
Editoria de Arte/Folhapress |
A constatação ocorre num
momento em que a gestão Dilma Rousseff tenta atrair médicos brasileiros e
estrangeiros para atenuar a carência no interior do país e nas periferias de
grandes cidades.
Há cursos em que os novos
alunos chegaram até a cair.
Por exemplo, enfermagem,
ciências biológicas e física, que tiveram em 2012 queda de 3,9%, 2,8% e 2,5%,
respectivamente, nas matrículas.
O ministro da Educação,
Aloizio Mercadante, diz que a fusão de instituições privadas pode ser um dos
fatores para a queda no ritmo de crescimento da graduação.
No Brasil, para cada
matrícula em instituição pública, há 2,45 alunos nas privadas. No Estado de São
Paulo, há 5,37 as particulares para cada graduando em pública.
Comentário: João Bosco
*Josias Sousa
Fonte: Folha de São Paulo
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